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Desde 2004 – ano em que o Inter voltou à disputar competições América afora – foram oito jogos na Argentina. Nesses, não houve nenhum empate e os colorados ganharam apenas três, perdendo outros cinco confrontos – embora a última derrota é lembrada quase como um título.
Goleadas na Bombonera
Foi um imberbe time colorado, que tinha Rodrigo Paulista, Diego e Sobis, que pisou no gramado da Bombonera em 2004 para enfrentar o Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana. Não resistiu à pressão e levou 4 a 2 dos xeneizes. No ano seguinte, o primeiro triunfo colorada em terras argentinas nos tempos recentes. Diante de um matreiro Rosario Central, em Rosario, o Inter quebrou uma invencibilidade de 40 jogos do time local em casa, ao vencer por 1 a 0, gol de Sobis. Depois, o desafio foi novamente contra o Boca Juniors. De novo, uma goleada para os argentinos: 4 a 1 e adeus ao torneio naquele ano.
Campeão do mundo goleado em Buenos AiresA conquista da Libertadores de 2006 não teve duelos com argentinos – o que esquentou um pouco a flauta por parte dos gremistas. Os colorados só foram cruzar o rio da Prata de novo no ano seguinte, já com a moral de ter sido campeão do mundo. Moral que não serviu para nada. Com o atual gremista Escudero em campo, o Vélez fez o que quis com o time de Abel Braga e goleou por 3 a 0, na primeira fase da Libertadores de 2007, quando o Inter sequer passou às oitavas de final.
Mas se até 2007 o Inter praticamente só se dava mal na Argentina, 2008 foi o ano do desafogo. Pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, o Boca Juniors. Dessa vez, eles nem tiveram chance: depois da derrota no Beira-Rio, Alex, D’Alessandro e companhia venceram na Bombonera por 2 a 1. Na decisão, o Estudiantes, de Verón, também tombou em casa: 1 a 0.
Na fumaça, Andrezinho achou Giuliano...
Passados dois anos, o reencontro com argentinos se deu na Libertadores. E aí foi peleia braba. Nas oitavas, em um jogo com arbitragem polêmica, o Inter perdeu de 3 a 1 para o Banfield. Precisou reverter a vantagem no Beira-Rio, e conseguiu. Na fase seguinte, outra vez o Estudiantes. Aí foi derrota, mas uma das derrotas que todos os torcedores colorados gostariam de repetir. Os então atuais campeões da América venciam – e eliminavam – o Inter até os 42 minutos do segundo tempo. A torcida fazia festa e o estádio de Quilmes já estava tomado pela fumaça dos sinalizadores. E, no meio da neblina, Andrezinho achou Giuliano, que tocou para as redes e diminuiu, garantindo a classificação colorada.