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Inter: Wesley revive carência de gols

Jogador enfrentou dificuldades no Palmeiras e no Cruzeiro antes de se destacar no Inter, onde marcou só uma vez em 2025

Welsey pode ser vendido para clube do Qatar
Welsey pode ser vendido para clube do Qatar Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

Na virada do ano o torcedor colorado viveu a incerteza de perder o lado esquerdo do time formado por Bernabei e Wesley, ambos destaques durante a temporada 2024. Enquanto o lateral-esquerdo foi comprado do Celtic, da Escócia, o atacante declinou do interesse do Krasnodar, da Rússia, e também permaneceu no Beira-Rio. O que a torcida não imaginava é que passado um semestre o desempenho de um deles caísse como caiu.

No auge vestindo a camisa vermelha 21, Wesley enfrentou uma tragédia familiar em dezembro. Seu pai faleceu em um acidente de moto na mesma noite em que o time enfrentava o Botafogo, época em que o jogador era um dos principais pilares da equipe de Roger Machado. Até hoje na faixa esquerda do campo estão a velocidade e as jogadas mais perigosas do Inter. Não por outra razão, boa parte dos dez pênaltis marcados foram em cima de Wesley. No entanto, em 27 jogos ele tem apenas um gol, a metade do lateral argentino, por exemplo.

"Realmente marcar gols é uma grande deficiência. Ele é muito bom no 1 a 1, tem velocidade e qualidade técnica e bom posicionamento, mas aqui no Cruzeiro ele recebia muitas bolas em condições de finalizar e arrematava mal. Me lembra o Deivid que também jogou no Inter e no Cruzeiro. Deixa a desejar na hora de colocar a bola na 'casinha'”, relembra Fabiano Calazans, repórter da rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
Foi de Belo Horizonte que Wesley saiu para ter mais chances de jogar em Porto Alegre. Por aqui, jogou e fez gols: foram 13 no ano passado. Porém, um recorte maior de tempo mostra que a realidade atual condiz mais com o retrospecto anterior.

"O torcedor se irritou com ele por um motivo simples: finalizava errado, perdia gols que eram pecados, e acima de tudo tomava decisões erradas na hora do gol. Um toque a mais, um drible a mais, um enfeite, e perdia a chance. Ficou na memória como um jogador de ‘empurrar’ lateral rival para o fundo, de unir força com drible, mas o Abel, que é um técnico bem controlador, pouca liberdade deu a ele", conta Leandro Iamin, jornalista palmeirense do Portal Trivela.

No Verdão, em 49 partidas em 2022 foram três gols. No ano seguinte na Raposa, foram quatro em 42. Pouco para um atacante. A título de comparação, os concorrentes foram mais eficazes em 2025. Carbonero anotou dois gols em 17 jogos, sendo um decisivo no Gre-Nal da final do Gauchão, assim como Vitinho que marcou seis, um deles o da reação na classificação da Libertadores contra o Bahia. Gustavo Prado teve 15 chances e marcou dois, ainda assim, um a mais do que Wesley. O único gol do atacante foi marcado na goleada de 3 a 0 sobre o Maracanã, na Copa do Brasil.

No sábado, no 1 a 0 contra o Vitória, Wesley começou pela direito, mas trocou de lado com Carbonero. Domingo diante do Ceará, novamente no Beira-Rio, ele terá nova chance de marcar e recuperar a confiança e o futebol que fizeram o torcedor temer pela sua saída meses atrás.

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