“Apelei para a experiência do grupo. Para as lideranças conseguissem fazer um trabalho de mobilização”, admitiu Loss. “Entregar uma proposta de jogo para 25 ou 26 (jogadores) é complicado. Mas atingindo as lideranças, os jogadores mais experientes e tarimbados achava que teria um efeito maior. Dessa forma que a gente agiu”, explicou. “Pedi para que cada um controlasse seu parceiro do lado para que executassem todo na mesma intensidade.”
Como interino, ele diz que pode ajudar o próximo técnico, seja quem quer seja, com dicas sobre características do elenco colorado. “Nós podemos contribuir com situações gerais do jogo. Transições, defensiva ofensiva e produção pelos dois lados do campo”, exemplificou. “Tem muitas contribuições que independente da estratégia que o próximo técnico vai usar.”
Mas, salientou, se o seu nome for confirmado como técnico que enfrentará o Barcelona, pela Copa Audi, na próxima terça-feira, ele adiantou que tentará “colocar mais sua cara no time”. “Sei da responsabilidade. Será um grande jogo contra um grande advresário”, suspirou ele, sobre o jogo de terça-feira, em Munique.
Elogios aos jogadores
Contra o Avaí, Osmar Loss gostou do que viu, embora tenha admitido primeiro tempo ruim do time e até o controle dos adversários. “Tivemos dificuldade, mas não foi uma pressão que foi contundente. A gente não enche uma mão com chances de gol do Avaí”, avaliou. “Chegamos não muitas vezes, mas com capacidade de fazer o gol e um placar mais elástico”, acrescentou.
O treinador interino elogiou especialmente Andrezinho, Leandro Damião, D’Alessandro e até Nei, que saiu vaiado pela torcida no último jogo. Ele destacou o lance que resultou no gol da virada do Inter. “A jogada construída deixa um treinador feliz, pela velocidade que teve da defesa ao ataque”, descreveu.