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Jogador congolês dá dicas para enfrentar o Mazembe

Para Merlin, do Democrata de Governador Valadares, Inter não deve deixar espaços para oponente

O atacante Merlin, do Democrata de Governador Valadares, contou, em entrevista à Rádio Guaíba, sobre algumas peculiaridades do futebol congolês, seu país de origem, e do TP Mazembe, que enfrenta o Inter pela semi-final na próxima terça-feira. Para Merlin, o futebol brasileiro é mais técnico que o africano, que, por sua vez, é mais veloz que o oponente. Merlin não tem dúvidas de que o Mazembe vai “ir pra cima” Inter.

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Para ele, os gaúchos precisarão jogar com paciência e inteligência para barrar o adversário. “É preciso ocupar os espaços e fazer uma boa marcação individual. Eles vão tentar finalizar o tempo todo”, afirmou. Merlin disse ainda que, mesmo sendo mais precários tecnicamente, os times africanos são característicos por uma enorme força-de-vontade dos jogadores. “Isso já é de cultura do continente”, afirmou.

Merlin também descreveu a torcida africana como extremamente apaixonada. “Eles são loucos: amam futebol, sempre vão no estádio torcer, valorizam os jogadores.” O atacante congolês contou, no entanto, que os torcedores tem uma peculiaridade quando o jogo envolve um time de outro país: se a equipe nacional está jogando mal, eles passam a torcer contra o time do país.

O atacante também afirmou que o Mazembe é um dos melhores clubes do Congo, mesmo sendo mais popular no Interior do que na capital, Kinshasa. O time de 78 anos já foi dez vezes campeão nacional e venceu os dois últimos torneios da Liga dos Campeões da Confederação Africana de Futebol.

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