Oscar chegou badalado, como promessa de grande jogador no futuro. No começo, teve problemas de adaptação e acabou baixando ao grupo B. Enfrentou a rispidez e a dureza dos gramados do interior gaúcho, que ajudaram a forjá-lo. No início do ano, destacou-se na Seleção Brasileira Sub-20 que conquistou o título sul-americano e a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres.
Agora, diante da ausência de D''Alessandro, Oscar ganha oportunidades de Celso Roth. Ontem, ele treinou mais uma vez entre os titulares, algo que ocorre desde o início da semana. "O Oscar tem sido educado futebolisticamente para que não seja só um jogador técnico, característica nata que ele carrega. Ele tem que jogar sem a bola também, ajudar na marcação, aparecer, fechar os espaços. Nos últimos meses, evoluiu muito. Por isso, está ganhando as suas oportunidades", elogia Celso Roth.
Se a tendência for mantida, Oscar, que completa 20 anos em setembro, deve começar a partida contra o Ypiranga, quinta-feira, no Beira-Rio. Depois, quando D''Alessandro recuperar-se de uma lesão no pé direito, voltará ao banco de reservas. "É uma opção que temos", disse Roth.
O treinador, aliás, mostrou no treino de ontem que ainda não superou a fase de testes. Ele começou o treino na formação mais usual, mas fez duas alterações importantes em seguida. Primeiro, trocou Wilson Matias por Tinga. Depois, sacou Índio dos titulares e promoveu Rodrigo. Para completar, na entrevista coletiva que seguiu-se ao treino, elogiou ambos, em especial Tinga.
"Pela capacidade técnica e pela inteligência, acredito no Tinga como meia. Ele joga na frente dos volantes, numa função primordial para o time. Aos poucos, ele retomou o seu caminho, após recuperar-se de lesão", elogia. Trata-se de um indício mais que óbvio que o esquema usado ultimamente, considerado defensivo em demasia, está em cheque.