Vencida a sua primeira decisão na principal competição do continente, o treinador colorado – que foi vice em 1980, como jogador – revelou o pacto que teve com seus jogadores. “Eu disse para eles: 'por um gol eu não fui campeão da Libertadores'. Eles são, tem gente que é bicampeão da Libertadores. Eles vão me ensinar a ser campeão da Libertadores”, afirmou, confiante.
Na primeira batalha, contra um Emelec que deu trabalho principalmente no primeiro tempo, os gols só saíram no segundo tempo.Depois de que parte da torcida até vaiou a equipe. Mas Falcão afirmou que não se preocupou muito com o desempenho do Inter na etapa inicial: “Não cheguei a sofrer. Tivemos as mesmas dificuldades que eles tiveram”, observou o técnico, que seguiu a sua análise: “Nem a gente gostou do primeiro tempo, embora não tenhamos corrido risco. Eu não vi o nosso time ser massacrado, meus zagueiros atrapalhados. Eu vi um jogo difícil”.
Após o intervalo, porém, as coisas melhoraram, “outro jogo”, como o técnico definiu. O segredo, revelou Falcão, foi a parcimônia. “Tivemos muita pressa no primeiro tempo. Queríamos agradar a torcida. O time estava tenso. Pedi calma”, contou ele, que também pediu para que os jogadores não rifassem a bola. “Primeiro a tranquilidade, depois corrigimos o detalhe e trouxemos um articulador para dentro.” Deu certo. E Rafael Sobis e Leandro Damião decretaram a vitória.
Falcão promete Inter ofensivo
Para a continuidade do seu trabalho no Inter, Falcão prometeu uma equipe ofensiva. “Tem que ter coragem para jogar futebol”, decretou, garantindo que não irá retrancar o time nos próximos confrontos: “Não seria eu”. Após uma semana de trabalho, o técnico esbanjou confiança: “Acredito nos jogadores, acredito em mim. Acredito na torcida, que foi muito importante hoje. As coisas estão indo”.
Sem medo das críticas que podem surgir em breve, ressaltou: “O risco faz parte. Quando eu sai da minha zona de conforto e assumi o Inter assumi o maior risco de todos”.