Será decidida hoje uma das eleições mais acirradas da história do Inter. Após meses de polêmicas, demissões, rumores e até a impugnação de uma chapa por uso de dados de eleitores, posteriormente revertida via liminar, 65.207 sócios estão aptos a escolherem os membros do novo conselho de gestão, incluindo o presidente do clube. As opções são as chapas de José Aquino Flôres de Camargo (03) e Alessandro Barcellos (05).
Além disso, 11 chapas concorrem à renovação de 50% do conselho deliberativo. A eleição será feita pela internet, das 10h às 17h, e os resultados serão conhecidos logo em seguida. A convite do Correio do Povo, os dois concorrentes à presidência do Inter enviaram um resumo de suas propostas e intenções para a gestão do clube nos próximos três anos. Assim, o torcedor poderá saber o que esperar – e cobrar.
Confira o texto de Aquino:
O futebol competitivo exige investimentos. A reestruturação financeira com a abertura do mercado buscará a mudança do perfil da dívida, a sua renegociação e alongamento. Não adianta pagar dívidas e continuar gastando mal. Revisaremos todos os custos do Clube. Inovaremos em instrumentos financeiros. Estamos assessorados por profissionais com experiência no mercado financeiro do futebol. Observaremos as regras do fair play financeiro da CBF. Teremos um marketing ativo.
A “monetização” através da ciência de dados significa que não estamos pensando apenas em recursos oriundos dos sócios ou torcedores, mas transformálos em ativos que geram dinheiro para o Internacional. A melhor alavanca estará na base, que deve ter o DNA do Inter. Teremos um executivo e uma equipe específica para a transição. Comissão técnica de primeira, olheiros, analistas e softwares de Data Science que permitam melhorar a captação e a formação de atletas. Vamos mudar radicalmente a política de contratações.
A inteligência do futebol tem que funcionar. Importante o domínio do mercado. Iremos ao encontro das nossas necessidades a partir de um amplo diagnóstico do nosso elenco (incluindo a base). Buscaremos executivos e técnico atualizados no mundo do futebol e que saibam das necessidades do Internacional em trabalhar com a base. Haverá plena distinção entre o papel do dirigente e o do profissional. A remuneração será por metas. É possível ser competitivo e almejar títulos, mas almejamos que as vitórias não sejam episódios isolados; sim resultado de um trabalho sustentado.
O epílogo do modelo que já foi exitoso foi a decadência moral da gestão 2015/16. Temos credibilidade para fazer as mudanças. Promoveremos a pacificação do Internacional. A pluralidade é saudável; mas não a absurda divisão que vivemos. Reage Internacional.