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Juan cobra espaço da CBF e quer que todos “remem para o mesmo lado”

Zagueiro acredita que Brasil não deve copiar projeto alemão<br />

Zagueiro Juan acredita que Brasil não deve copiar projetado alemão
Zagueiro Juan acredita que Brasil não deve copiar projetado alemão Foto : Alexandre Lops / Inter / CP
O vexame da Seleção Brasileira na goleada sofrida para a Alemanha suscitou uma série de debates sobre o futebol brasileiro. Alguns assuntos já ocorrem desde a criação do Bom Senso FC. Um dos líderes do movimento, o zagueiro colorado Juan cobrou que "todos remem" para o mesmo lado no Brasil e que a CBF dê mais ouvidos para o grupo de jogadores.

Juan fez uma análise das possíveis mudanças no futebol brasileiro. Disse que imprensa, dirigentes, jogadores, treinador e direitores-executivos precisam caminhar para o mesmo lado em busca de mais qualidade no país. As duas propostas do Bom Senso são a mudança de calendário e a implantação do Fair Play Financeiro.

“Ficamos muito tranquilos sobre essa parte, porque foi uma bandeira que a gente levantou no passado. Bem antes da Copa do Mundo. O que acontece para a Seleção é a última coisa que importa. É uma coisa à parte. Principalmente as coisas que defende no Bom Senso, para o começo do debate, que seria tanto o calendário quanto o Fair Play. Queremos que seja colocado imediatamente, para começar a moralizar o que vem acontecendo de errado. Não é só o Bom Senso que tem que defender, são as pessoas que gostam do futebol. Treinadores, executivos, vocês da imprensa, todo mundo junto. Mudar a cara do futebol, não da seleção. Não precisou de Bom Senso na Alemanha”, disse Juan.

Na visão do zagueiro, que jogou na Alemanha de 2002 a 2007, no Bayer Leverkusen, não é necessário seguir diretamente o mesmo plano feito pela Alemanha. Há que se pinçar o que funcionou em outros países e implantar a gestão diferenciada no futebol brasileiro. O defensor também disse que a CBF precisa dar mais espaço ao Bom Senso, ao ser perguntado sobre quem "não rema" para o mesmo lado no futebol brasileiro.

“Fica difícil falar hoje. Acho que temos batido na tecla que os jogadores estão abertos à conversa. Falo do Bom Senso principalmente, que representa muitos jogadores. Queremos dar nossa contribuição. Acho que, hoje, pelo fato de não ser ouvido pela CBF, é um impasse que não deveria ter. A intenção é ajudar e colocar fatos que vivemos diariamente, que vemos companheiros de times menores que reclamam muito para a gente. Queríamos que tivesse mais abertura em contato com a CBF para expor nossas opiniões, para tentar ajudar de uma maneira que o futebol seja melhor”, opinou o camisa 4 colorado.

Depois do vexame da Seleção Brasileira, o técnico Luiz Felipe Scolari e sua comissão técnica acabou sem o contrato renovado. Ainda não se tem a confirmação de quem será escolhido pela CBF.

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