Em entrevista coletiva após a vistoria realizada com a companhia de diversas autoridades, o juiz afirmou, quando questionado sobre a possibilidade de interdição parcial, que "qualquer solução que for mais razoável pode acontecer no processo".
Santos Costa esquivou-se de perguntas sobre o que achou do estádio para "não emitir juízo de valor" antes da decisão. "O objetivo da inspeção é conhecer o local para ter um entendimento maior e ter mais segurança na hora de apreciar toda prova que tem no processo. Só tem essa finalidade: verificar in loco a situação", explicou.
Segundo ele, o grupo – que teve representantes da de Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Secretarias Municipais da Indústria e Comércio e de Obras e Viação, Ministério Público e Procon - passou por diferentes locais do estádio, como o gramado e as cabines de imprensa. A parte elétrica também foi vistoriada.
A inspeção ocorreu com acompanhamento de engenheiros da reforma, que estiveram presentes para esclarecer dúvidas, de acordo com o magistrado. "Os engenheiros acompanharam a obra para fazer algum esclarecimento técnico que for necessário, sem emitir juízo de valor."
Na tarde desta quarta-feira, a preocupação com a segurança foi intensificada no estádio Beira-Rio. As grades de proteção foram colocadas em distância maior a das obras, além de praticamente todos os funcionários do Inter estarem de capacetes, o que não ocorriam cotidianamente.
Magistrado realizou vistoria do estádio por duas horas e decisão deve sair na sexta | Foto: Cristiano Estrela