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Jurídico do Inter nega injúria racial

Clube deve ser denunciado apenas com base nas imagens da partida

Jurídico do Inter nega injúria racial
Jurídico do Inter nega injúria racial Foto : Ricardo Giusti
Os advogados do Inter aguardam a confirmação da denúncia, que deve ser encaminhada hoje ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), para comentar a hipótese de o clube ser punido devido a um episódio de injúria racial que teria ocorrido no Beira-Rio, logo depois da expulsão de Fabrício, quarta-feira passada. No entanto, as imagens da partida contra o Ypiranga já foram analisadas e embasarão a possível defesa do clube. “Não houve racismo ou injúria racial em momento algum da partida. Como base nas imagens, não há como comprovar nada disso”, enfatiza o vice-presidente de assuntos jurídicos do Inter, Marcelo de Freitas e Castro.

A denúncia, de qualquer forma, deve ser leve. Tudo indica que o Inter deve ser acusado somente com base nas imagens da partida. Ou seja, depoimentos de outras pessoas, jornalistas ou torcedores que estavam no estádio, não devem ser levados em consideração pelos procuradores do TJD. Assim, fica complicado de comprovar a participação de mais de uma pessoa no episódio. Os procuradores do TJD também devem solicitar uma investigação à Polícia Civil.

Pela manhã, o presidente do TJD, Roberto Leite Pimentel, chegou a afirmar que o Gauchão poderia ser suspenso por conta do caso. “No momento, não recebemos a denúncia da procuradoria. A partir deste recebimento, nós teríamos que analisar o pedido de tutela antecipada ou de suspensão do campeonato. Um eventual julgamento projeta uma perda de pontos e a não realização da competição”, afirmou Pimentel em entrevista à Rádio Guaíba.