Inter

Jurídicos de Inter e mais seis clubes atuam em conjunto por indenização de TV

Final das operações do Esporte Interativo prejudicou contratos de transmissão

Marcelo Medeiros afirmou que contrato ficou prejudicado com extinção do Esporte Interativo
Marcelo Medeiros afirmou que contrato ficou prejudicado com extinção do Esporte Interativo Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
Assinado pelo então presidente Vitorio Pifero em março de 2016, um acordo com o Esporte Interativo para transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro de 2019 e 2020 já rendeu R$ 13 milhões em “luvas” aos cofres colorados naquela época. Porém, em agosto passado, o Grupo Turner anunciou o final das operações do canal, que não está mais em atividade. Diante disso, Inter e outros clubes que tinham acordo com o EI analisam uma forma não só de rescindir o vínculo, como buscar uma indenização por quebra de contrato.

Os departamentos jurídicos dos clubes - além de Inter, Atlético-PR, Bahia, Ceará, Palmeiras, Paraná e Santos - estão atuando em conjunto. “O Esporte Interativo não existe mais. Então, o contrato fica prejudicado”, observa o presidente Marcelo Medeiros, que não revela o valor de indenização previsto no contrato devido às cláusulas de confidencialidade.

O contrato com o EI previa o televisionamento dos jogos apenas em canal fechado. A Globo é responsável pelas outras plataformas: TV aberta, streaming (internet) e pay per view. Se a rescisão com o EI se confirmar, os clubes, entre eles o Inter, estariam livres para vender para a Globo também os direitos para TV fechada.

Além dos R$ 13 milhões recebidos à vista em 2016, o contrato com o EI prevê uma cota anual entre R$ 22 milhões e R$ 27 milhões, dependendo do rendimento do time na competição e da audiência do canal. Na época, os valores pareciam vantajosos. Atualmente, os dirigentes avaliam o contrato como sendo um mau negócio.