Assinado pelo então presidente Vitorio Pifero em março de 2016, um acordo com o Esporte Interativo para transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro de 2019 e 2020 já rendeu R$ 13 milhões em “luvas” aos cofres colorados naquela época. Porém, em agosto passado, o Grupo Turner anunciou o final das operações do canal, que não está mais em atividade. Diante disso, Inter e outros clubes que tinham acordo com o EI analisam uma forma não só de rescindir o vínculo, como buscar uma indenização por quebra de contrato.
Os departamentos jurídicos dos clubes - além de Inter, Atlético-PR, Bahia, Ceará, Palmeiras, Paraná e Santos - estão atuando em conjunto. “O Esporte Interativo não existe mais. Então, o contrato fica prejudicado”, observa o presidente Marcelo Medeiros, que não revela o valor de indenização previsto no contrato devido às cláusulas de confidencialidade.
O contrato com o EI previa o televisionamento dos jogos apenas em canal fechado. A Globo é responsável pelas outras plataformas: TV aberta, streaming (internet) e pay per view. Se a rescisão com o EI se confirmar, os clubes, entre eles o Inter, estariam livres para vender para a Globo também os direitos para TV fechada.
Além dos R$ 13 milhões recebidos à vista em 2016, o contrato com o EI prevê uma cota anual entre R$ 22 milhões e R$ 27 milhões, dependendo do rendimento do time na competição e da audiência do canal. Na época, os valores pareciam vantajosos. Atualmente, os dirigentes avaliam o contrato como sendo um mau negócio.
Jurídicos de Inter e mais seis clubes atuam em conjunto por indenização de TV
Final das operações do Esporte Interativo prejudicou contratos de transmissão