A polêmica sobre a interdição do estádio colorado começou em maio, quando o Ministério Público ajuizou ação civil pública pedindo a interdição do local, por oferecer riscos aos torcedores em função das obras da Andrade Gutierrez. Em 22 de junho, após vistoriar a área, o juiz João Ricardo dos Santos Costa, da 16ª Vara Cível da Capital, determinou o fechamento do Beira-Rio para eventos esportivos e culturais ou que outros impliquem na utilização das arquibancadas, atendendo o pedido do Ministério Público.
Dez dias depois, por meio de uma liminar, a desembargadora Mylene Michel liberou o estádio, mas apenas no anel superior, já que as obras ocupam mais de três quartos das inferiores. Os locais em obras, conforme ordenou a desembargadora, estariam isolados do público. Com o fechamento da inferior, o Beira-Rio tem capacidade para eceber cerca de 25 mil pessoas. Com a decisão desta terça-feira, o clássico Gre-Nal, marcado para 26 de agosto, será mesmo no Beira-Rio. A torcida do Grêmio deve ter entre 500 e 600 ingressos disponíveis para o jogo.
