A opção do Estudiantes por jogar em Quilmes é clara: intimidar o adversário com a pressão do torcedor. Para sobrepor esta situação, o lateral-esquerdo do Inter, Kleber, acredita que ter iniciativa na Argentina será fundamental para obter um bom resultado. "Precisamos considerar que a qualidade do time deles é bem superior à do Banfield. Sabemos que vamos ser pressionados, mas isso é externo. Dentro de campo serão 11 contra 11", considera.
O atleta colorado lembra do título do Inter, em 2008, na Copa Sul-Americana, quando a equipe vermelha conseguiu ganhar por 1 a 0 dentro do estádio do Estudiantes, no primeiro jogo da decisão. "A taça foi conquistada porque vencemos fora de casa. Tenho certeza de que, se conseguirmos neutralizar as principais jogadas deles, poderemos sair até com uma vitória de Quilmes", garante.
Indefinição de esquema
São duas as dúvidas de Jorge Fossati. A primeira é quanto ao esquema. O técnico colorado tinha ideia de repetir o sistema tático usado contra o Banfield, há menos de um mês. Ou seja, abrir mão de um atacante para reforçar a defesa com mais um zagueiro. A outra se refere a nomes e se origina na primeira: se o treinador optar por apenas um atacante, terá de escolher entre Walter e Alecsandro.
As alternativas foram testadas no treinamento de segunda-feira. Os jogadores que não iniciaram o jogo com o Goiás, domingo, treinaram à noite no Beira-Rio. Sem receio de mostrar seus planos, Fossati orientou um coletivo. Nos primeiros 25 minutos, repetiu o 4-4-2 que vem atuando na Libertadores. Everton ocupou a vaga de Walter, liberado do treino.
Quem treinou: Abbondanzieri; Nei, Bolívar, Sorondo e Kleber; Sandro, Guiñazu, Andrezinho e D’Alessandro; Everton (Elizeu) e Alecsandro.
Kleber quer Inter com iniciativa para vencer Estudiantes
Lateral minimiza pressão do torcedor argentino