Passados 87 anos de sua fundação, a sede do Cerro ainda fica no local original, em bairro homônimo, distante cerca de 20 quilômetros do Centro de Montevidéu. Entretanto, não será lá que o clube jogará durante a Libertadores, pois a Conmebol vetou o estádio, com capacidade para 25 mil pessoas, para o torneio. O entorno do prédio tem ruas de chão batido e matagal. Os quatro refletores – apenas com a estrutura de ferro, sem concreto – são bastante parecidos com os que se encontram em campos de várzea porto-alegrenses, como o Arariboia ou o estádio na Redenção.
Diante da proibição da entidade que rege o futebol sul-americano, a equipe mandará suas partidas ao apertado Parque Central. A exceção, porém, pode ser o confronto contra o Inter, em 18 de março. Há uma possibilidade de que o jogo seja disputado em Rivera.
''Ainda não é garantido'', ressalva o presidente Miguel Sejas. O convite para levar o jogo contra o Inter à Fronteira foi feito pela associação de comerciantes da região. A ideia agradou, mas para sair do papel são necessárias algumas exigências cumpridas: ''Traslado para todos, 25 ônibus para a torcida e uma quantia aos cofres do clube''.
Nas próximas semanas, deverá haver uma decisão sobre o assunto, depois de análise de propostas e contrapropostas das partes. O voto de Minerva ficará com os associados do Cerro, que farão uma eleição para opinar a respeito. ''Hoje, diria que há 50% de chances de jogarmos em Rivera'', revela Sejas.
Local de jogo entre Cerro e Inter será decidido nas próximas semanas
Time uruguaio é um dos adversários do Inter na Copa Libertadores