O número é alvo de debate. Na reunião do Conselho Deliberativo que aprovou a parceria com a Andrade Gutierrez, realizada em 2011, os dirigentes colorados afirmaram que o estádio teria 51,4 mil lugares. Antes e depois desta data, porém, a quantidade variou para cima e para baixo. O que causa certa estranheza é que as cadeiras estão instaladas no estádio há pelo menos quatro meses e já poderiam ter sido contadas.
A empreitada, que duraria poucas horas, evitaria uma série de problemas que agora vêm à tona, como os casos de sócios que adquiriram cadeiras numeradas que inexistem. "É inacreditável que até hoje não tenham contado quantas cadeiras há no Beira-Rio. Agora, que estourou o problema e está evidente que ninguém sabe quantas estão instaladas, vamos lá e vamos contar", afirma o presidente da comissão de sócios e também conselheiro, Alexandre Limeira. Ele será um dos responsáveis pelo trabalho.
É certo que não há 51,4 mil cadeiras no Beira-Rio. Há menos. Contagens preliminares feitas pela direção apontam para a falta de cerca de 500 lugares. O número foi confirmado, com alguma variação, por dirigentes contatados pelo CP durante o dia de ontem. Porém, um outro grupo de conselheiros, já ciente do problema, fez uma contagem extraoficial no início da semana e chegou a um déficit de 1,4 mil. No próprio Beira-Rio, há uma placa com a sua capacidade. E lá se lê "Capacidade: 50.428".
O problema afeta a Fifa, que comercializou todos os ingressos para as cinco partidas do Mundial. Ela já foi consultada e respondeu que não vende 100% dos bilhetes de cada setor do estádio. Ou seja, em tese, poderá acomodar todos os torcedores que compraram ingressos. A certeza, porém, só virá amanhã. Para o sim ou para o não.