"Nós não vendemos nem vamos vender, Oscar ou Damião. E isso é mérito de muita gente", destacou o presidente. "É também da diretoria, que soube aguentar uma série de coisas numa gestão de transição", desabafou. "Enfrentei a questão das obras, a desintegração do Clube dos 13. Eu acredito na entidade que defenda os clubes e tinha uma relação próxima com o Fábio Koff e também o Fernando Carvalho, que crê nisso", salientou Luigi.
Ele relatou que o segundo título em oito meses confirma o bom trabalho com mudanças. "A gente tem esses jogadores com tantos títulos, e que muita gente diz que estão num processo que precisava rejuvenescimento", relatou o presidente. "Simbolizam essa conquista o grupo de jogadores. Com os experientes e todos esses rapazes formados nas categorias de base", definiu, antes de acrescentar que a grande presença do dia foram os torcedores colorados.
"Agora é momento de festejar, vibrar e dar os parabéns para nossa torcida. No mínimo, 70% da vitória a gente deve a eles", frisou Luigi. "É só ver o que eles fizeram na chegada do ônibus, aquele show", lembrou o presidente. "Cumprimento também os ex-dirigentes, um abraço ao Vitorio (Piffero) e ao Fernando (Carvalho), todos aqueles que passaram antes de mim. É muito difícil ser presidente. O Inter está acostumado a ganhar pelo menos um título por ano e eu tinha essa responsabildiade enorme."
Na sua primeira conquista como vice-presidente de futebol, Luis Anápio Gomes projetou que o Inter precisa seguir o embalo para disputar novamente competições internacionais em 2012. "É um clube sem limites. É o que tem que fazer no futebol: viver de buscas, sonhos e realizações", sublinhou. "O torcedor está bem acostumado e essa exigência é o que faz o clube crescer. Nós nos exigimos muito, e queremos lutar pelo Brasileiro e no mínimo a Libertadores."