O dirigente mostrou-se convicto que o Mundial será no estádio Beira-Rio, ainda que o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, tenha revelado ao Correio do Povo na manhã de hoje que a CBF já cogita transferir os jogos da Copa para a Arena do Grêmio. “Está no site da Fifa: o Beira-Rio é o estádio da Copa do Mundo, inclusive superando os quatro jogos - nós teremos mais um”, disse.
Luigi defendeu a cautela adotada pelo Inter em relação ao contrato com a construtora Andrade Gutierrez. “Eu não posso assumir um contrato de 20 anos sem dirimir todas as condições”, justificou. “Existem cláusulas que continuam sendo discutidas. Isso é normal.”
Para ele, após a confirmação de que Porto Alegre não será sede da Copa das Confederações, o Inter ganhou tempo: “Existe um bom prazo para que a gente tenha as condições necessárias de tocar essa obra”.

Luigi e Anápio em coletiva após confirmação da exclusão do Beira Rio na competição de 2013 | Foto: Fabiano do Amaral
Em nota, Inter não lamenta perda
Minutos antes da coletiva de Luigi, o Inter divulgou uma nota oficial sobre as obras no Beira-Rio. Dividido em oito partes, o comunicado em momento algum lamenta a ausência da Capital na relação das cidades-sede da Copa das Confederações, embora registre que o clube "gostaria muito de receber" o evento de 2013 e que a escolha se deu por "decisão política".
Em defesa ao Beira-Rio, o Inter afirma que o estádio é o mais avançado para a Copa do Mundo e o único que está recebendo jogos – o que não é verdade, já que a Arena da Baixada, em Curitiba, está sediando partidas do Brasileirão. Contudo, a nota destaca que o estádio “tem todas as condições de estar pronto até 31 de dezembro de 2012”.