
O presidente eleito Giovanni Luigi apareceu no saguão do Hotel Rotana Beach, em Abu Dhabi, e imediatamente foi cercado por um batalhão de colorados. Tirou fotos, deu autógrafos e atendeu um a um com cordialidade. Luigi assume a cadeira que hoje é de Vitorio Piffero nos primeiros dias de janeiro. Até lá, traça planos e analisa as possibilidades.
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“Temos de dar uma enxugada geral nos gastos do clube”, revela o dirigente, cuja experiência vai desde a administração até o departamento de futebol. Luigi, por outro lado, acredita que o clube terá um importante crescimento em 2011, principalmente se conquistar seu segundo título mundial. “Não temos dúvida que aumentarão o número de associados, o público médio no estádio e também o faturamento como um todo”, avalia.
No ano passado, o clube projetou chegar a 2019 com 150 mil associados em dia com o pagamento de suas mensalidades. Hoje, há cerca de 106 mil, mas a taxa de inadimplência varia entre 10% e 15%. “Temos de fazer um trabalho para recuperar esse pessoal que deixa de pagar”, disse Luigi.
No campo, o novo presidente quer manter o clube como está. Ou seja, disputando títulos importantes. “O Inter alcançou uma grandeza que poucos imaginavam há pouco tempo. Entra ano e sai ano, e a gente disputa e conquista títulos. Agora, o desafio é manter esse patamar”, diz.
Sobre as horas que antecedem a estreia do Inter no Mundial de Clubes, Luigi foi pouco original: “As horas estão custando a passar. Por mim, o jogo começava agora”.