Segundo o presidente Vitorio Piffero, não se trata de uma rebelião dos jogadores. Para o vice de futebol Carlos Pellegrini, foi apenas um mal entendido. Mas o certo é que o ato de alguns dos integrantes mais experientes do Inter, que negaram-se a conceder entrevista coletiva na terça-feira para explicar o tropeço diante do Goiás, terá repercussões. A partir da próxima semana, os garotos serão poupados. E serão justamente os mais rodados — que normalmente também recebem os salários mais elevados — que terão de encarar as perguntas da imprensa.
“Parece que alguns jogadores negaram-se a falar, mas não foi uma rebelião. Vamos conversar e resolver a situação”, afirmou o presidente colorado. Pellegrini, por outro lado, promete mudanças a partir do primeiro treino da próxima semana, que é na terça-feira. “Tem gente dizendo que o vestiário colorado não tem comando. Mas tem sim. A partir da semana que vem, as mudanças serão percebidas por todos”, afirmou o dirigente.
Na terça-feira, ao fim do treino, após consulta a alguns jogadores experientes, ficou definido que Alisson Farias — que pouco tem jogado — daria entrevista. A ideia, porém, foi abortada. No lugar do garoto, Pellegrini concedeu a entrevista, na qual aproveitou para rechaçar a possibilidade de contratar o técnico Muricy Ramalho em 2016.
O problema ocorreu porque os jogadores sentem-se injustiçados. Consideram as críticas da imprensa e da torcida injustas. “A gente sofre com as críticas o ano inteiro. A torcida do Inter é rígida, assim com a imprensa gaúcha. Mas isso é normal. Temos de saber aproveitar as críticas e transformá-las em algo positivo”, disse o goleiro Alisson, de 23 anos, escalado para falar ontem com os jornalistas.
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