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Medeiros: postura do TAS era esperada, mas mantém cautela sobre chances do Inter

Presidente admite que mudança no resultado de campo é pouco provável

Sede da Corte Arbitral do Esporte em Lausanne, na Suíça
Sede da Corte Arbitral do Esporte em Lausanne, na Suíça Foto : Diogo Rimoli / Especial / CP
Presidente do Inter e também advogado, Marcelo Medeiros comentou nesta tarde a decisão do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) de suspender a audiência do caso Victor Ramos nesta terça-feira na Suíça. A medida ocorreu após o Vitória argumentar que o TAS não tem competência para julgar o caso. Medeiros afirmou que o pedido do clube baiano era esperado pelo departamento jurídico colorado e considerou a suspensão natural.

“Na audiência houve o questionamento se esse tribunal é competente para julgar essa matéria. Essa era uma das expectativas que estavam no nosso plano. Tem que ficar claro que ainda não foi aberto o processo probatório”, disse Medeiros em entrevista à Rádio Guaíba.

O presidente do Inter, porém, deixou claro que as chances de uma reversão do rebaixamento do clube são pequenas. “Desde o começo da nossa gestão, quando recebemos esse processo, sempre tivemos a cautela de não criar expectativa no nosso torcedor pela dificuldade e complexidade que é por meio de mecanismos judiciais reverter resultado de campo. Como gestor do clube é nossa obrigação defender os interesse do Inter. Nesse sentido cumprimos todos os prazos dentro da justiça desportiva”, avaliou.

Sem medo de retaliação da CBF

Marcelo Medeiros também comentou sobre o temor de que a CBF possa fazer algum tipo de retaliação ao Inter por conta da disputa judicial do caso Victor Ramos. Para o presidente colorado, a imprensa funcionará como fiscalizadora de decisões futuras da entidade.

“Essa questão de uma possível retaliação dentro de campo eu não acredito. Hoje, o principal fiscalizador é a imprensa. O número de imagens geradas em uma partida, a cobertura de rádios, mídia impressa e a quantidade de profissionais que de imprensa, isso tudo funciona como grande fiscalizador”, disse.