Luigi destacou, no entanto, que ainda que perca a Copa do Mundo, o clube será beneficiado com as obras. “A obra do Beira-Rio não é a apenas para abrigar jogos menores da Copa do Mundo. É muito mais do que isso. Quantas pessoas que não vão ao estádio e, a partir da obra concluída, terão vontade, curiosidade de ir pelo glamour. Hoje, as pessoas ficam no estádio o mínimo de tempo possível. Isso vai mudar, as pessoas terão o que fazer no complexo Beira-Rio e, consequentemente, vão gastar mais dinheiro lá dentro. O Inter, como instituição, vai ser remetido a outro patamar”, explicou.
Inter publicará carta-convite para empresas
O aumento do tempo da reforma será de mínimo 90 dias, até a construtora seja contratada e comece a trabalhar. Amanhã, o Inter publicará uma carta-convite para as empresas interessadas em concluir a reforma, cujo investimento será superior a R$ 200 milhões. O prazo para as instituições se candidatarem é de 15 dias. Antes de assinar o contrato, o Inter contratará uma empresa especializada em “gestão de arenas” e uma assessoria jurídica. “O Inter precisa de um prazo de trâmite para essas questões todas”, analisou Luigi.
O presidente do Inter explicou que a direção jamais pensou em desistir de concluir as reformas, não só pelo prejuízo que teria com o projeto em andamento, mas também pelo compromisso firmado com os governos federal e estadual. “É um assunto de extrema gravidade e sem volta. Existem pelo menos quatro obras prontas, que serão desenvolvidas pelo governo federal no entorno do estádio. Não podíamos simplesmente desistir do projeto”, ponderou Luigi dizendo ainda que o Inter saiu fortalecido desse processo.
Televisionamento dos jogos do Campeonato Brasileiro
Giovanni Luigi revelou que já ouviu a proposta das redes de televisão, mas ainda não decidiu com quem vai negociar o direito de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro a partir do ano que vem. “O Inter vai fechar com a emissora depois de analisar todo o contexto. Estamos aguardando em contato com o Clube dos 13”, explicou.
O dirigente lamentou a possível extinção da entidade hoje comandada por Fábio Koff. “Será uma pena se o Clube dos 13 acabar. Todas as organizações precisam de sindicatos para que fiquem fortalecidas. A classe vai perder o poder de barganha”, analisou.