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“Meu objetivo é retribuir ao clube que me trouxe em 2008”, declara D’Alessandro

Reveja um pouco da trajetória do jogador pelo Inter

D´Alessandro renovou contrato com o Inter até 2017 e pode fechar nove temporadas atuando pelo clube gaúcho
D´Alessandro renovou contrato com o Inter até 2017 e pode fechar nove temporadas atuando pelo clube gaúcho Foto : Alexandre Lops / Inter / Divulgação / CP
D’Alessandro renovou contrato com o Inter até 2017 e pode fechar nove temporadas atuando pelo clube gaúcho. Em mais de seis anos no RS, o jogador conquistou títulos como a Libertadores e a Copa Sul-Americana. Reveja um pouco da trajetória do jogador em solo gaúcho.

No dia 13 de agosto de 2008, no jogo de ida pela Copa Sul-Americana, estreava o atual camisa 10 do Colorado, à época com o número 15 às costas. Jogando no Beira-Rio, no empate de 1 a 1 contra o Grêmio, o jogador teve atuação discreta e não participou do gol, marcado por Daniel Carvalho, após pênalti sofrido por Guiñazú. Mais de seis anos depois, D’Alessandro é, hoje, o principal jogador da equipe e o segundo atleta do atual elenco que mais atuou com a camisa do clube, com 291 partidas, segundo o site oficial, atrás apenas do zagueiro Índio, com 391.

Dentre os atuais comandados de Abel Braga, o jogador, que renovou contrato com o clube até 2017, é o atleta que mais gols fez pelo Inter. Ao todo, são 70 gols, seguido de perto por Alex, com 68 e de Nilmar, com 64. Nas suas seis temporadas, D’Alessandro conquistou a Copa Sul-Americana, em 2008, a Libertadores, em 2010, e a Recopa, em 2011, além de outros quatro campeonatos gaúchos.



Primeiro Título pelo clube

A temporada de 2008 e a Copa Sul-Americana marcaram a estreia do jogador pelo Inter. Iniciando sua trajetória justamente nesta competição, D’Alessandro levantou a primeira taça menos de quatro meses depois do seu primeiro jogo. Nas quartas de final, os gaúchos encararam o Boca Juniors, que havia eliminado o time colorado em 2004 e 2005. Na primeira partida, disputada no Beira-Rio com mais de 35 mil torcedores, Alex foi o destaque com dois chutes fulminantes de fora da área - um deles em passe de D’Alessandro –, que garantiram a vantagem de 2 a 0 para o segundo embate.
No jogo de volta, o antigo meio-campista do River Plate foi provocado pela torcida durante toda a partida, devolvendo os xingamentos. Sem participar de forma direta no primeiro gol, foi dele o passe milimétrico para o gol de Alex, que assegurou a vitória do Inter em plena Bombonera por 2 a 1.

Depois de superar a equipe argentina, o Inter encarou o Chivas, do México, na semifinal. Após vencer o primeiro jogo fora de casa por 2 a 0, o Inter teve tranqüilidade para decidir no Beira-Rio e aplicar uma goleada de 4 a 0. Contra os mexicanos de Guadalajara, D’Alessandro teve a sua maior atuação na competição. No primeiro tempo, um gol de pênalti, sofrido pelo próprio jogador, e outro em cobrança de falta. Nilmar fechou o placar, com um gol em cada tempo.
O Inter superou o Estudiantes da Argentina na final, novamente com um gol de Nilmar, na prorrogação, dentro do Beira-Rio com quase 52 mil colorados.

Confusões e turbulências

Um dos principais atritos de D’Alessandro nestas seis temporadas pelo Inter aconteceu em 2009, quando a equipe precisava reverter o placar de 2 a 0 para conquistar a Copa do Brasil de 2009, contra o Corinthians. Dentro do Beira-Rio, os paulistas saíram na frente. Aos 20 minutos, Jorge Henrique, atualmente no Inter, marcou o primeiro de cabeça. Sete minutos depois, o lateral-esquerdo André Santos, com passagem pelo Grêmio em 2013, ampliou e praticamente selou as chances de título do Inter. No segundo tempo, Alecsandro marcou duas vezes, uma aos 25 e outra aos 29, dando sobrevida ao time gaúcho. Porém, logo após o segundo gol, o meio-campista Douglas, que também atuou no Grêmio, empurrou o companheiro Cristian para amarrar o jogo, o que iniciou tumulto entre os jogadores. Na confusão, D’Alessandro, em punhos, foi expulso e correu atrás do zagueiro William, mais um a jogar no rival colorado, precisando ser contido por Guiñazú.

No final de 2012, temporada em que fez apenas três gols com a camisa colorada, o pior número desde que chegou a Porto Alegre, a equipe foi derrotada pela Portuguesa por 2 a 0, em pleno Beira-Rio, com direito a vaias da torcida. Na saída de campo, o capitão respondeu.

“Eu pulo da barca, não tem problema nenhum. Minha vida não acaba aqui”, declarou o jogador.

Protagonismo

Comprado no segundo semestre de 2008 pelo Inter, o jogador foi peça fundamental no título inédito da Copa Sul-Americana, no mesmo ano, e do bicampeonato da Libertadores, em 2010. Em 2013, D’Alessandro se destacou com 20 gols durante a temporada, a sua marca mais alta em um mesmo ano, embora a equipe tenha conquistado somente o Campeonato Gaúcho e lutasse até a última rodada contra o possível e improvável rebaixamento.

As atuações em clássicos Gre-Nais tornaram o jogador um dos principais ídolos do clube. Passado pouco mais de um mês após sua estreia frente ao maior rival, o primeiro gol do jogador saiu no dia 14 de setembro, na vitória de 2 a 1 contra o Botafogo, no Engenhão. Porém, a atuação de luxo veio duas rodadas depois. No dia 28 de setembro, D’Alessandro foi o maestro do clássico de número 373, vencido pelo Inter, no Beira-Rio, por 4 a 1. Na ocasião o atleta marcou o primeiro gol do clássico e deu passe para os dois últimos da goleada, anotados por Índio e Nilmar. Alex havia marcado o segundo, enquanto Tcheco fez o de honra para o Grêmio.

Contra o Grêmio, o meio-campista jogou 23 partidas e fez oito gols, sendo três deles em conversões de pênalti. Deste número, três aconteceram no Beira-Rio, dois no Olímpico, dois no estádio Centenário, em Caxias, e um no Colosso da Lagoa, em Erechim. O Inter nunca perdeu quando o jogador marcou em clássicos, com retrospecto de seis vitórias e dois empates. Na decisão do Gauchão de 2011, contra o Grêmio no Olímpico, D’Alessandro converteu um pênalti no tempo normal e, nas penalidades, ajudou o Inter a quebrar um tabu de 29 anos sem levantar um título na antiga casa do maior rival.

Neste ano, D’Alessandro marcou os dois gols da reabertura do Beira-Rio e é o atual artilheiro da equipe no Brasileirão, com seis gols. Além disso, o atleta é o líder de assistências do time na competição, com cinco passes diretos para gol.








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