Inter

“Meu pensamento não é ficar na base”, diz Clemer

Multicampeão com o sub-17 do Inter, técnico admite propostas de outros times

Multicampeão com o sub-17 do Inter, Clemer admite até ouvir proposta do Grêmio
Multicampeão com o sub-17 do Inter, Clemer admite até ouvir proposta do Grêmio Foto : Guilherme Araújo / Divulgação TXT / CP
Já são sete títulos – e outros dois vices – em pouco mais de dois anos como treinador do Inter sub-17. Assim, pouco a pouco, o currículo de Clemer como treinador vai aumentando, fazendo o ex-goleiro colorado pensar mais alto e ampliar os horizontes na nova carreira: “Até agora está tranquilo, mas o meu pensamento não é ficar na base”, ressaltou.

Clemer ainda não definiu um prazo sobre até quando permanecer nas categorias de base do Inter, mas sente que irá encarar novos desafios em breve. “Vamos ver esse ano e de repente o ano que vem”, desconversou. “Estou fazendo o meu trabalho da melhor maneira possível. A cada dia estou aprendendo mais. Vou aumentando o meu repertório.”

Convites, de acordo com ele, já apareceram: “Este ano teve alguma coisa da primeira divisão e um time paulista”, conta – a equipe em questão era o Guarani. Entretanto, o treinador preferiu ficar, pois quer um projeto mais concreto para tocar: “Quero pegar um time com estrutura”.

"Não se sabe o dia de amanhã", lembra Clemer

Não sair da mesma cidade e vestir azul, preto e branco do maior rival que teve na carreira não é uma possibilidade que ele rechaça completamente. Porém, admite, uma ida para o Grêmio não seria simples. “Não sei o dia de amanhã, mas com certeza seria uma coisa muito difícil, pelas circunstâncias que aconteceram, pela rivalidade”, argumenta. “A minha aceitação lá não seria boa, por conta desta identidade (com o Inter).”

“Grupo estava precisando do Dunga”

Sem ter sido cotado para assumir o grupo principal após a saída de Fernandão, no ano passado, Clemer avalia de forma positiva a contratação e o trabalho de até agora do técnico Dunga. “O Dunga é um cara que hoje tem que estar no Inter. O grupo estava precisando do Dunga para acertar a situação”, observa o ex-goleiro.

O atual técnico do profissional é considerado por Clemer “um amigo”, assim como o preparador físico Paulo Paixão: “Às vezes vou lá (no CT Parque Gigante) e converso com ele e com o Paixão”, diz. “Tenho muito respeito pela pessoa e pelo trabalho que eles fazem.” Já com outro amigo, a convivência diminuiu nos últimos meses: “Nunca mais falei com o Fernandão. Na realidade ele sumiu”.


Bookmark and Share