Clemer ainda não definiu um prazo sobre até quando permanecer nas categorias de base do Inter, mas sente que irá encarar novos desafios em breve. “Vamos ver esse ano e de repente o ano que vem”, desconversou. “Estou fazendo o meu trabalho da melhor maneira possível. A cada dia estou aprendendo mais. Vou aumentando o meu repertório.”
Convites, de acordo com ele, já apareceram: “Este ano teve alguma coisa da primeira divisão e um time paulista”, conta – a equipe em questão era o Guarani. Entretanto, o treinador preferiu ficar, pois quer um projeto mais concreto para tocar: “Quero pegar um time com estrutura”.
"Não se sabe o dia de amanhã", lembra Clemer
Não sair da mesma cidade e vestir azul, preto e branco do maior rival que teve na carreira não é uma possibilidade que ele rechaça completamente. Porém, admite, uma ida para o Grêmio não seria simples. “Não sei o dia de amanhã, mas com certeza seria uma coisa muito difícil, pelas circunstâncias que aconteceram, pela rivalidade”, argumenta. “A minha aceitação lá não seria boa, por conta desta identidade (com o Inter).”
“Grupo estava precisando do Dunga”
Sem ter sido cotado para assumir o grupo principal após a saída de Fernandão, no ano passado, Clemer avalia de forma positiva a contratação e o trabalho de até agora do técnico Dunga. “O Dunga é um cara que hoje tem que estar no Inter. O grupo estava precisando do Dunga para acertar a situação”, observa o ex-goleiro.
O atual técnico do profissional é considerado por Clemer “um amigo”, assim como o preparador físico Paulo Paixão: “Às vezes vou lá (no CT Parque Gigante) e converso com ele e com o Paixão”, diz. “Tenho muito respeito pela pessoa e pelo trabalho que eles fazem.” Já com outro amigo, a convivência diminuiu nos últimos meses: “Nunca mais falei com o Fernandão. Na realidade ele sumiu”.