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Montagem da defesa e ataque de poucos gols são desafios para Roger no Inter

Treinador assume Colorado com missão de salvar o ano e recolocar o time no caminho das vitórias

Treinador terá o desafio de fazer o time voltar a vencer
Treinador terá o desafio de fazer o time voltar a vencer Foto : Fernando Alves/ECJ

Prestes a ser anunciado como novo treinador do Inter, Roger Machado terá muitos desafios no comando colorado. Com menos de uma semana para o jogo contra o Rosario Central, quando decide vaga para as oitavas de final da Copa Sul-Americana, talvez o mais urgente dos desafios, será reencontrar o caminho das vitórias, algo que não ocorre desde o Gre-Nal disputado há quase um mês, no dia 22 de junho em Curitiba.

Enquanto terá uma agenda apertada, como partidas a cada três dias, o novo treinador terá que equilibrar os setores do time e tentar salvar o ano de 2024 para o Inter.

Sistema Defensivo

Roger deverá concentrar os esforços iniciais na defesa. Ainda que o Inter tenha o melhor setor do Campeonato Brasileiro, nos últimos jogos, o time vem deixando a desejar. Foram dez gols sofridos nas últimas sete partidas, uma média de 1,4 gol por partida. O número é bem superior à média do ano, que é 0,6 gol sofrido por jogo, com 26 gols sofridos em 38 partidas.

O clube corre o risco de perder Vitão para o Real Betis, da Espanha, e com isso terá de se reforçar no setor. Se o defensor for negociado, uma das primeiras preocupações de Roger será encontrar uma nova dupla defensiva.

Ataque

Outro problema que deverá receber a atenção de Roger é o ataque. A conversão de poucos gols já era uma falha da equipe na época de Eduardo Coudet e ainda persiste, tanto que o time deixou o gramado do Gigante de Arroyito sem balançar as redes diante do Rosario Central.

A média de 1,2 gols por partidas em todo o 2024 já é baixa, mas sem Borre e Valencia, ausentes durante a Copa América, o índice piora. Sem os dois no time, a equipe fez oito gols em nove partidas. Nos últimos sete jogos, foram seis tentos feitos, dois deles de Valencia que retornou ao clube ainda no jogo da ida da Copa do Brasil, contra o Juventude, quando o time perdeu por 2 a 1.

Outro ponto, é como Roger irá utilizar Borré e Valencia no ataque Colorado. Os dois atuaram juntos em apenas duas partidas. Uma das tarefas do novo treinador será encaixar a dupla com Wesley, que se tornou o jogador mais perigoso do setor ofensivo colorado.

Os três juntos têm 19 gols, mais de um terço de todos os 49 marcados na temporada 2024. Curiosamente, o trio iniciou apenas uma partida no ano, contra o Belgrano. A ocasião marcou o retorno do Inter aos gramados depois da enchente que atingiu o Rio Grande do Sul durante o mês de maio.

Alan Patrick

Além do trabalho coletivo, Roger deverá se debruçar em recuperar alguns atletas individualmente. O principal deles é Alan Patrick, camisa 10 e capitão da equipe. O principal criador do Inter não consegue acumular boas partidas por conta da oscilação.

Diante do Juventude, deu uma grande assistência para o gol de Valencia no primeiro jogo, mas na decisão, realizada no Alfredo Jaconi, perdeu um pênalti que poderia ter evitado a eliminação na Copa do Brasil.

O jogador fez apenas um gol no Brasileirão: contra o Atlético-MG. Ele ainda não marcou pela Copa Sul-Americana.

Base

Por muitos fatores, foram raras as vezes que o ex-técnico Coudet conseguiu repetir o time do Inter em 2024. Ainda que existam titulares incontestáveis como Rochet, Valencia e Alan Patrick, Roger terá pouco tempo para consolidar uma equipe padrão, algo que o argentino conseguiu fazer apenas durante o Gauchão e na Libertadores da América do ano passado.

Primeiro jogo

O desafio é grande, já que o time terá um calendário apertado, com muitos jogos pela frente, já que tem quatro partidas a menos que os demais times no Brasileirão. Sem muito tempo para treinar, Roger já comanda a equipe no próximo sábado, contra o líder do campeonato, o Botafogo, no estádio Nilton Santos às 18h30.

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