Inter

Movimentos políticos sugerem Siegmann e Clemer para o futebol do Inter

Após derrota para o Santos, Barcellos chamou candidatos à presidência e outros dirigentes para discutir alternativas para o futebol e as dificuldades financeiras do clube

Alessandro Barcellos conversa com o executivo Fabinho Soldado
Alessandro Barcellos conversa com o executivo Fabinho Soldado Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

A derrota para o Santos, que manteve o Inter na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, provocou uma movimentação política no Beira-Rio. Na tarde de segunda-feira, o presidente Alessandro Barcellos convocou uma reunião com algumas das principais lideranças do clube para discutir alternativas para o futuro, sobretudo para o futebol. Entre os participantes estavam os três candidatos à presidência na próxima eleição: José Alfredo Amarante, Roberto Melo e Leonardo Aquino.

O encontro serviu para colocar diferentes grupos políticos diante da crise que o clube atravessa. Além dos candidatos, participaram o presidente do Conselho Deliberativo, Gustavo Juchem, os vice-presidentes eleitos da atual gestão Dalton Schimitt e Ivandro Morbach e o secretário-geral do Conselho de Administração, Cauê Vieira.

Uma das possibilidades discutidas foi a entrada de Roberto Siegmann no departamento de futebol. Ele esteve na reunião a convite de Leonardo Aquino e chegou a ser cogitado para assumir uma função de comando no setor. Siegmann, que teve uma passagem curta e sem sucesso pelo futebol colorado em 2011, teria sugerido, por sua vez, a contratação de Clemer para substituir Paulo Pezzolano.

A ideia, no entanto, esbarra no histórico recente dos dois nomes. Siegmann deixou o futebol do Inter após uma passagem marcada por dificuldades, enquanto Clemer não trabalha como treinador de uma equipe profissional desde 2018, quando deixou o Brasil de Pelotas.

As discussões não ficaram restritas ao campo. A situação financeira do Inter também esteve na pauta, assim como as dificuldades para manter os pagamentos aos jogadores em dia e o transfer ban imposto pela Fifa, que impede o clube de registrar novos reforços. A punição, vigente desde o mês passado, aumenta a pressão sobre a direção justamente em um momento em que o time luta contra o rebaixamento.

Outro assunto que apareceu na reunião foi a eleição presidencial. Houve uma manifestação favorável ao adiamento do pleito que definirá o sucessor de Barcellos para o final de dezembro. A proposta, porém, não teria sido bem recebida.

Veja Também