Antes de pensar em contratar Argel, o presidente do Inter, Vitorio Piffero, quis promover a volta de Muricy Ramalho para Porto Alegre. Com problemas de saúde, o treinador priorizou o descanso e quis permanecer em São Paulo com a família. Apesar da recusa, Muricy colocou que tem com o clube uma relação especial, que pode ser reatada num futuro próximo.
"O Inter é um caso especial porque é um time que trabalhei durante algum tempo. Fiz muitos amigos. O presidente é meu amigo, assim como o diretor. Só não mudei de ideia após passar por uma cirurgia. Expliquei que escolhi descansar um pouco esse ano. Para outras três grandes equipes eu disse não, mas o Inter é um caso especial. Não foi uma questão de 'não', mas de explicar que precisava de um tempo", explicou em entrevista à Rádio Guaíba sobre a proposta recebida.
Ao falar sobre a recusa e explicar se ela representa na verdade um "até logo", Muricy lembrou que o futebol é recheado de surpresas. "O futebol brasileiro é tão diferente de tudo que a gente nunca sabe o que vai acontecer. A verdade é essa. Sempre é uma surpresa atrás da outra. Tudo muda. Não dá para definir nada ou dizer alguma coisa. Tenho um carinho muito grande, mas não sabemos o que pode acontecer lá na frente", declarou.
Muricy deixou claro que a intenção é voltar a trabalhar em 2016, mas avisa que não gosta pegar times no meio da temporada. "Esse é o pensamento. Sempre tenho que olhar tudo com carinho, pois sempre escolhi bem os meus trabalhos. Vou esperar e escolher um time para começar bem a temporada", avisou.
Muricy não descarta voltar e revela "caso especial" com Inter
Técnico disse que apenas recusou treinar o Colorado por voltar de cirurgia