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Muriel projeta futuro na Seleção e comemora ter ficado no Inter

Na melhor fase da carreira, goleiro revela conversa marcante com Abbondanzieri

Muriel revelou conversa decisiva com Abbondanzieri antes de assumir titularidade
Muriel revelou conversa decisiva com Abbondanzieri antes de assumir titularidade Foto : Alexandre Lops / Inter / Divulgação CP
As palavras pensadas e em baixo volume de Muriel camuflam os planos ambiciosos que o goleiro traçou para a carreira. Depois de fechar o seu primeiro ano como dono da camisa 1 do Inter, ele acredita que vive o melhor momento na carreira e projeta a Seleção Brasileira como uma consequência natural das suas atuações no gol colorado.

Após esperar a sua vez em quatro anos como reserva, ele garantiu, em entrevista exclusiva ao Correio do Povo, que quer permanecer no Beira-Rio fazer história no Inter e almeja o título do Brasileirão. Disposição não vai faltar: “Tenho muito a crescer ainda. Tenho 25 anos e um longo caminho pela frente”.

Da reserva à titularidade

Mas bem antes da titularidade, houve momentos em que Muriel esteve tenso no Inter. Foi em 2010, quando após boas apresentações no Caxias e na Portuguesa, voltou ao Inter e logo viu a concorrência de Pato Abbondanzieri, Renan e Lauro na posição. Naquele momento, uma conversa com o argentino multicampeão com o Boca deu tranquilidade: “O Pato me ajudou muito aqui, conversou muito comigo. Até ele falou que com 28 anos era reserva no Boca Juniors. Isso me deu tranquilidade, porque era um momento que eu estava ficando um pouco ansioso, porque não sabia se iria receber uma oportunidade ou não”.

Seguiu trabalhando e no ano passado chegou a recusar uma proposta do Galatasaray, da Turquia. A chance de assumir a camisa 1 do Inter ocorreu quase que de sopetão, em meados junho de 2011, quando o então titular da posição, Renan, buscava sua renovação de contrato com o Inter. Foi liberado para negociar sua liberação para o clube colorado. Foi ao ar, perdeu o lugar devido à sequência que Muriel teve, com direito a defesa de pênalti no primeiro jogo, contra o Coritiba, no Couto Pereira. “O goleiro tem que estar pronto sempre”, recomenda.

Da titularidade à Seleção?

Hoje a situação é outra. Dono da camisa 1, Muriel é apontado como goleiro de Seleção pelo meia Oscar e até por seu ídolo da posição, Taffarel, que o vê em condições de buscar uma vaga no grupo da Copa do Mundo de 2014. Para o goleiro colorado, a convocação está em uma sequência do trabalho: “A Seleção Brasileira é o sonho de cada jogador e é o meu também, mas a Seleção é consequência de uma sequência de bons resultados e bons jogos”, diz. “O que acontecer de bom é consequência do que eu fizer nos jogos. Eu boto como meta desafio por jogos. Já estou pensando no jogo contra o Sport.”

O caminho escolhido por Muriel para chegar à Seleção até agora está sendo bem traçado, avalia. Negar a proposta da Turquia – ele garante – foi uma escolha acertada porque lhe deixa próximo de Mano Menezes. “É importante estar jogando no Brasil. Fico muito feliz estar num time grande como o Inter, que disputa títulos”, afirmou.

Sem acomodação e rumo a títulos

O fato de ter ficado de 2007 a 2011 esperando a chance no time titular pesa para que o goleiro desfrute o momento como dono da camisa 1: “Esperei muito por uma oportunidade. Tiveram e tem excelentes goleiros aqui, por isso eu valorizo”, explica. Até por isso acomodação é uma palavra proibida: “Acho que tenho feito bons jogos, mas não estou acomodado. Quero evoluir e crescer cada vez mais”.

A meta, conforme ele, é ficar e fazer história no Inter. Para isso, é necessário “conquistar muitos títulos”. Como titular ele já tem dois: a Recopa Sul-Americana de 2011 e o Gauchão de 2012. O próximo da mira é o Brasileirão, competição para a qual ele assegurou que o grupo todo está focado. “Temos que fazer de cada jogo uma final, porque é um título que vai ser muito importante”, recomenda.

Porém, Muriel alerta para os perigos do Brasileirão: “É importante em não transformar o foco em ansiedade, mas não quer dizer que às vezes não vão acontecer alguns tropeços”. Um deles – admitiu – foi na derrota para o Botafogo, que agora já faz parte do passado: “Reconhecemos que não fizemos um bom jogo, mas não adianta ficar criando uma tempestade. Tem que reconhecer os nossos erros, aprimorar o que fizemos de certo e por em prática no outro jogo, porque o campeonato é muito longo”.

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