Enderson Moreira comandou a equipe do Inter na vitória sobre o Atlético-PR, domingo. O time não teve uma atuação maravilhosa, mas evoluiu em alguns aspectos. A expectativa é por crescimento, até em virtude da necessidade que será imposta pelos adversários. Corinthians e Palmeiras devem exigir bem mais que os paranaenses. O próximo desafio é amanhã, às 21h, contra o time de Mano Menezes, em São Paulo: "Trata-se de um jogo muito complicado. O Corinthians é o líder do Brasileiro, está invicto e contará com o apoio da torcida. Não espero facilidades", finalizou.
Seguindo a sua filosofia de "quanto menos inventar, melhor", Enderson confirmou que o time no Pacaembu será o mesmo que venceu o Atlético-PR, domingo. D''Alessandro, lesionado, continua fora.
O técnico interino está no Beira-Rio há bastante tempo. Trabalha no clube desde o ano passado e, por isso, transitava pelo estádio diariamente quando foi chamado por Fernando Carvalho para assumir provisoriamente o time colorado no Campeonato Brasileiro.
Apesar disso, não tinha contato direto com o elenco principal. Não privava do vestiário colorado, não vivia a intimidade do grupo, não conhecia com o detalhamento necessário, as características de cada atleta à disposição. Por isso, evita invencionices. Prefere montar uma time óbvio, sem surpresas para ele, para a torcida, para os jogadores e para os adversários.
"A simplicidade é o melhor caminho no futebol", ensina o profissional de 38 anos, que se considera mineiro apesar de ter nascido em São Paulo. Ele fez carreira em Belo Horizonte e se destacou nas categorias de base do Cruzeiro. Foi contratado, inicialmente, para conduzir o Inter B, mas chamado na emergência para orientar o time principal nos três jogos que restam pelo Brasileirão antes do recesso da Copa - ou até que um treinador efetivo seja contratado. Trata-se do maior desafio da trajetória de Ênderson no futebol.
Uma das medidas do treinador foi ouvir os jogadores: "Desde o primeiro momento, ele (Enderson) disse que queria a nossa opinião", observa Bolívar. Com isso, ganhou a confiança dos líderes do grupo e concluiu que o 4-4-2 seria o esquema mais apropriado para o Inter.
"Não espero facilidades", diz Enderson sobre jogo contra Corinthians
Técnico interino do Inter acredita que próximos jogos exigirão mais do grupo