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"Não há motivo para alarde", diz advogado do Inter

Clube minimizou chances de ter jogo com Palmeiras remarcado

Barcos (de costas) marcou gol de mão na partida contra o Inter
Barcos (de costas) marcou gol de mão na partida contra o Inter Foto : Fabiano do Amaral
Os movimentos do Palmeiras pedindo a anulação da partida contra o Inter, que começaram despretensiosos, ganharam fôlego. Nessa terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) acatou solicitação dos paulistas e orientou a CBF a não homologar os pontos da partida. Ou seja, a vitória colorada não pode ser computada na tabela do Brasileirão por enquanto. O advogado do Inter Daniel Cravo considerou normal a suspensão do STJD. “Não há motivo para alarde. Trata-se de um caminho natural, pois houve pedido do Palmeiras para anulação do jogo. De qualquer forma, é de se estranhar de como tudo o que é contra o Inter anda mais rápido”, enfatiza o advogado Daniel Cravo.

Agora, o Inter deve formular uma defesa e entregá-la no STJD nas próximas 48 horas. Depois, provavelmente até o final de novembro, o assunto será julgado. Os advogados colorados, porém, minimizam a possibilidade de a partida ser remarcada.

O caso começou no sábado, quando Hernan Barcos marcou um gol usando a mão em favor do Palmeiras no Beira-Rio. Cerca de seis minutos mais tarde, o árbitro Francisco Nascimento anulou o lance. Segundo os palmeirenses, ele teria sido informado pelo delegado que o centroavante usou a mão, caracterizando uma interferência externa à partida.

O atual presidente do STJD, Flávio Zveiter, é filho de Luiz Zveiter, que presidiu a entidade e mudou os rumos do Brasileirão 2005 ao anular 11 partidas. Naquele ano, o Corinthians se beneficiou com a anulação e o Inter caiu do primeiro lugar para o segundo.


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