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''Não pode haver tantas mudanças'', diz Fernandão

Diretor de futebol do Inter afirmou que equipe precisa de cinco reforços para 2012

Fernandão afirmou que o Inter precisa apenas de contratações pontuais para 2012
Fernandão afirmou que o Inter precisa apenas de contratações pontuais para 2012 Foto : Cristiano Estrela
Usando calças jeans e camisa polo, Fernandão parece o mesmo que ergueu a taça da Libertadores em 2006. Mas não é. Hoje, lidera o vestiário colorado, contrata e dispensa jogadores. Na última sexta-feira, deu um tempo na sua agitada rotina e atendeu o Correio do Povo no Beira-Rio. Em entrevista, o diretor de futebol do Inter projeta a próxima temporada e acredita em poucas mudanças no grupo em 2012. Além disso, o dirigente comentou que pelo menos cinco jogadores devem ser alçados para a equipe principal. No cargo desde o segundo semestre deste ano, o ex-centroavante afirmou que está feliz com a nova função e garantiu que não teme arranhar a imagem de ídolo com a torcida.

CP - Qual é o perfil de time perseguido para 2012?
Fernandão - Na verdade, não muda muito. É a manutenção do que é o Inter nestes últimos anos, um time acostumado a disputar competições e vencê-las. Não podemos perder o ambiente de vestiário vencedor.

CP - Há dinheiro para contratações?
Fernandão - Não precisamos de muito dinheiro. Precisamos apenas de três, quatro ou cinco reforços pontuais e para posições já definidas do elenco. O Dagoberto foi um negócio de ocasião. Não precisamos nem comprá-lo, pois estava livre. Esse tipo de negócio nos interessa sempre.

CP - Qual é o tamanho do perigo imposto pela janela de transferências internacionais?
Fernandão - Acho que pouca coisa vai acontecer. O mercado brasileiro está muito bom para os jogadores e a Europa vive uma crise financeira. Os tops de linha só sairão se aparecer uma condição excepcional.

CP - O Inter perderá algum jogador importante em janeiro?
Fernandão - Há sondagens para praticamente todos, até para os reservas. Mas as pessoas não podem confundir sondagem com proposta de fato. Sinceramente, não acredito na saída dos nossos principais jogadores. Certeza eu não tenho, mas estou vendo o esforço do presidente para manter o Leandro Damião e o Oscar, por exemplo.

CP - O Inter de 2012 será melhor que o de 2011?
Fernandão - Tenho convicção de que estará capacitado para vencer todas as competições que disputar. Se vai vencer ou não, é outra coisa. O importante é estar preparado.

CP- Como ocorrerá o aproveitamento das categorias de base?

Fernandão - Vão entrar ao natural, mas são eles que devem buscar seu espaço. Não podem esquecer que o Inter é um clube acostumado a conquistar títulos, que tem um elenco de qualidade. E também não vamos deixar de contratar só para deixar eles subirem. Não podemos fazer um time medíocre.

CP - Como ocorrerá o aproveitamento das categorias de base?
Fernandão - Vão entrar ao natural, mas são eles que devem buscar seu espaço. Não podem esquecer que o Inter é um clube acostumado a conquistar títulos, que tem um elenco de qualidade. E também não vamos deixar de contratar só para deixar eles subirem. Não podemos fazer um time medíocre.

CP - Como funcionará o Inter B?
Fernandão - Vamos ter um elenco reduzido, bem menor que este ano, de 28 ou 30 jogadores. E também um time B, independentemente do nome que receba, com mais uns 20. Mas haverá integração contínua e, sempre que for preciso, vamos buscar reposição no B. O importante é deixar claro que o B será a placenta do principal. Será formado por jogadores jovens e que um dia integrarão a equipe de cima. Não pode ser um depósito de jogadores que não servem mais. Isto seria desperdício de dinheiro.

CP - Quem são os próximos a serem puxados para o grupo principal?

Fernandão - Tem vários. O Fred (meia) e o Alisson (goleiro) já subirão para fazer a pré-temporada. Mas há outros que também serão aproveitados ao longo do ano, como o Lucas Roggia (meia), o Sasha (atacante) e o Romário (zagueiro). Aliás, confio muito no Romário. Acho que ele será importante para o Inter logo em seguida.

CP - Quais erros cometidos em 2011 que não podem ser repetidos?
Fernandão - Para mim é difícil falar, pois assumi durante a temporada. Mas é certo que não podem haver tantas mudanças. Isto é negativo demais. Temos de ter convicção no trabalho e no treinador. O Dorival (Júnior) não vai balançar porque o time perdeu um ou dois jogos.

CP- E o que mais?
Fernandão - Acho que deixamos de ser campeões brasileiros no Beira-Rio. Temos de retomar essa coisa de jogar em casa. O Beira-Rio tem de voltar a ser o Beira-Rio, mas isto depende não só da torcida. Os jogadores têm papel fundamental.

CP - Qual é o papel do Dorival Júnior na composição do elenco e nas contratações?
Fernandão - Fundamental. Eu falo com ele praticamente todos os dias. Debato as opções, os prós e contras de cada jogador que cogitamos contratar. Ele participa ativamente.

CP - Como está a sua adaptação à função de dirigente?

CP - Fernandão - Estou feliz. Quando aceito um desafio, me entrego de corpo e alma. Nestes últimos dias, tenho almoçado sanduíche às 3 horas da tarde de tanto trabalho.

CP - E não teme arranhar a imagem de ídolo, caso não dê certo?
Fernandão - Eu não vivo o personagem Fernandão. Sou o Fernando de sempre. E confio muito em mim e no meu trabalho.

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