O retrospecto recente deve levar o centroavante para Copa América, que será disputada em julho, na Argentina. A lista dos convocados deve ser divulgada por Mano Menezes na próxima quinta-feira.
"Meu sonho sempre foi jogar na Seleção. Consegui participar de um amistoso (contra a Escócia, em março) e é claro que gostaria de jogar a Copa América. Mas prefiro pensar no Inter e no Brasileirão. Se meu nome aparecer entre os convocados, a gente conversa", diz o atacante. Além do torneio, a Seleção jogará mais dois amistosos preparatórios, contra a Holanda e a Romênia, dias 4 e 7 de junho, respectivamente.
Toda essa exposição e os gols levaram Damião para a vitrine internacional. Sem dúvida, ele é um dos jogadores mais cobiçados da atualidade. Todo dia, a imprensa europeia noticia novos postulantes ao centroavante formado no Atlético de Ibirama, de Santa Catarina, que chegou a jogar quase de graça e que mais de uma vez pensou em abandonar o futebol antes de chegar ao Inter, em 2009.
"Comecei a treinar tarde. Eu era torcedor, via futebol pela TV. Estou feliz no Inter e não penso em jogar na Europa. Já tenho dois títulos aqui, mas quero conquistar mais antes de ir embora. Acho que o nosso grupo é forte e tem todas as chances de ser campeão brasileiro", afirma.
E o dinheiro, a fama e a possibilidade de jogar na Europa? "Não fico pensando em dinheiro. Nunca pedi aumento e nunca vou pedir. Esses tempos, o (Giovanni) Luigi achou que eu merecia um aumento e me deu, mas eu não pedi. Não jogo por dinheiro, jogo para ver o orgulho no rosto do meu pai", observa o centroavante.
O futuro não depende dele. É provável que os europeus venham com força quando a janela de transferências abrir, em julho. E que façam uma boa oferta ao Inter, que tem 70% dos direitos federativos. Então, mesmo que Damião queira ficar, os dirigentes provavelmente o venderão para fazer caixa e garantir o pagamento em dia dos salários por todo o segundo semestre.