D'Alessandro e Oscar, principalmente o garoto, conduziram o Inter na vitória sobre os bolivianos no Beira-Rio. Ainda assim, Roth ressalvou que os meias “se desligam” do jogo por alguns momentos, e que precisariam ajudar mais na marcação. O meia, contudo, não segue a linha de Roth. “Claro que tem que ajudar o time. Temos que fazer a nossa parte, eu, o Oscar, o Andrezinho, o Zé e o Sobis, quando joga na nossa posição. A gente pode ajudar o time, mas com certeza a gente não vai fazer o mesmo trabalho”. No entanto, apesar da negativa, o meia argentino evitou qualquer polêmica com o técnico do Inter: “Acho que tenho a liberdade de não concordar com ele”.
Quanto ao novo destaque colorado, Oscar, D'Alessandro foi só elogios: “Ele vem crescendo jogo por jogo e estou torcendo muito pelo seu sucesso”, disse. “O Oscar tem 20 anos e o meu pensamento é que ele tenha que jogar, tenha uma liberdade dentro de campo para mostrar o que pode fazer”. Mas também exaltou os outros colegas: “O grupo do Inter é muito qualificado. Qualquer um pode fazer boas parcerias”.
"O Inter está preparado"
O plantel do Inter, inclusive, é motivo de entusiamo do camisa 10. Segundo ele, o Inter tem totais condições de conquistar o tricampeonato da América, embora só nome não baste. “O mais difícil o Inter tem, que é time. Mas não é só com nome e com faixa do ano passado que se ganha. Isso não adianta nada”, avisou. “Demonstramos ano passado porque fomos campeões. Ninguém vai dar moleza, por isso o trabalho deve continuar forte.”
Mesmo que o Inter ainda não esteja matematicamente classificado no torneio continental, D'Alessandro já começa a pensar na próxima fase da Libertadores. Ele disse que prefere evitar argentinos por enquanto, mas, se o mata-mata indicar esse confronto, o time gaúcho entra forte: “Eu não gostaria de cruzar com argentinos, porque eu sou argentino. Não é fácil jogar na Argentina”, contou. “Mas se tiver aí na frente um time argentino, o Inter está preparado. O Inter está preparado para qualquer um.”