
Nem mesmo a distância de milhares de quilômetros ameniza a rivalidade da dupla Gre-Nal. A parada para o reabastecimento na Nigéria - que durou muito mais tempo que o previsto - coincidiu com a decisão da Copa Sul-Americana entre Independiente e Goiás. A partida interessava diretamente ao Grêmio, já que poderia lhe dar uma vaga na Libertadores da América, e indiretamente ao Inter, que poderia ganhar um adversário novo em 2011 na luta pelo tri: o Tricolor.
Por isso, dentro do avião estacionado no pátio do aeroporto de Lagos, na Nigéria, a secação ao rival histórico foi exercida sem pudores. A maioria dos dirigentes e torcedores incumbiu alguém no Brasil para enviar torpedos para o celular avisando as mexidas no placar. A cada gol (e foram quatro), uma reação dentro do avião. Até o gol anulado do Goiás foi comemorado. O mesmo ocorreu na cobrança dos pênaltis, acompanhada com ansiedade também pelo twitter.
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Entre os presentes no avião, o único que vibrou com o desfecho favorável ao Independiente na Copa Sul-Americana foi o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto. Ele também é dirigente do São José que, com o resultado na Argentina, herda a vaga na Copa do Brasil que era do Grêmio. “Vamos ter de reforçar o time. Vamos às compras”, vibrou o dirigente ao final da jornada, com o avião ainda no solo.
Agora, Grêmio e Inter começam 2011 pensando na Libertadores e sonhando com o tri da Libertadores. A secação em solo africano ficou na história, com vantagem para o Tricolor. Aos colorados, um consolo foi repetido na Nigéria: “Pelo menos continuamos sendo o único clube brasileiro a ter o título da Copa Sul-Americana."