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"Negócio sensacional", diz executivo sobre parceria de BRio e Inter

Gaúcho de Taquari comanda empresa responsável pela reforma do Beira-Rio

A SPE Holding Beira Rio S/A - ou simplesmente BRio - é a versão colorada da Arena Porto-Alegrense, do Grêmio. Ela foi formada há apenas alguns dias para comandar a reforma do Beira-Rio e, nos 20 anos seguintes, explorar as áreas que caberão a Andrade Gutierrez, como camarotes, lojas e estacionamento. Seus sócios são a própria construtora e o banco BTG Pactual, conforme antecipou o presidente da AG, Otávio de Azevedo, no ato da assinatura do contrato com o Inter, em março.

O Inter, por enquanto, não é formalmente um sócio da BRio, embora as duas instituições estejam ligadas. No comando da empresa, está um gaúcho, nascido em Taquari, de 44 anos e muita experiência na gestão de arenas. Marcelo Roberto Flores é o CEO, espécie de executivo principal com nome mais pomposo, da BRio. Ele já trabalhou no HSBC Arena e no Engenhão, ambos no Rio de Janeiro. E sua experiência diz que a BRio será rentável. "Neste momento, estamos em um momento de compreensão do negócio. Mas trata-se de um negócio bom para todo mundo. Acima de tudo, é importante dizer para os colorados que o Inter fez um negócio sensacional", confirma o gestor. Estudos encomendados pela AG, antes mesmo da assinatura do contrato com o clube, apontavam para uma receita estimada em R$ 75 milhões por ano.

Ele confirma que a empresa ainda não obteve os financiamentos necessários para a reconstrução do estádio. O processo está sendo analisado pelo BNDES. Por isso, já foi preciso buscar dinheiro em outras fontes. São os chamados empréstimos-ponte. No entanto, não há qualquer risco de o Beira-Rio ter as obras atrasadas e comprometer o uso para a Copa do Mundo de 2014 por isso. "O estádio ficará pronto em dezembro de 2013 e será um dos melhores do país. Não há qualquer chance de as obras do Beira-Rio pararem por falta de dinheiro", assegura Flores.

No entanto, a BRio não terá qualquer ingerência na vida cotidiana do clube. Ou seja, não opinará em qualquer aspecto da vida colorada. Está descartada, por enquanto, o investimento da empresa na contratação de jogadores. "Não temos como ajudar o time diretamente", antecipa o executivo. Ele comandará uma empresa enxuta, com cerca de oito funcionários, e viverá o dia a dia do Inter nos próximos 20 anos.




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