O Inter, por enquanto, não é formalmente um sócio da BRio, embora as duas instituições estejam ligadas. No comando da empresa, está um gaúcho, nascido em Taquari, de 44 anos e muita experiência na gestão de arenas. Marcelo Roberto Flores é o CEO, espécie de executivo principal com nome mais pomposo, da BRio. Ele já trabalhou no HSBC Arena e no Engenhão, ambos no Rio de Janeiro. E sua experiência diz que a BRio será rentável. "Neste momento, estamos em um momento de compreensão do negócio. Mas trata-se de um negócio bom para todo mundo. Acima de tudo, é importante dizer para os colorados que o Inter fez um negócio sensacional", confirma o gestor. Estudos encomendados pela AG, antes mesmo da assinatura do contrato com o clube, apontavam para uma receita estimada em R$ 75 milhões por ano.
Ele confirma que a empresa ainda não obteve os financiamentos necessários para a reconstrução do estádio. O processo está sendo analisado pelo BNDES. Por isso, já foi preciso buscar dinheiro em outras fontes. São os chamados empréstimos-ponte. No entanto, não há qualquer risco de o Beira-Rio ter as obras atrasadas e comprometer o uso para a Copa do Mundo de 2014 por isso. "O estádio ficará pronto em dezembro de 2013 e será um dos melhores do país. Não há qualquer chance de as obras do Beira-Rio pararem por falta de dinheiro", assegura Flores.
No entanto, a BRio não terá qualquer ingerência na vida cotidiana do clube. Ou seja, não opinará em qualquer aspecto da vida colorada. Está descartada, por enquanto, o investimento da empresa na contratação de jogadores. "Não temos como ajudar o time diretamente", antecipa o executivo. Ele comandará uma empresa enxuta, com cerca de oito funcionários, e viverá o dia a dia do Inter nos próximos 20 anos.