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Nervos estão à flor da pele no Inter

Carvalho e Roth pediram ajuda da torcida para as próximas partidas em casa

Ao ser substituído, Alex deu um tapa em um copo d’água que lhe foi oferecido
Ao ser substituído, Alex deu um tapa em um copo d’água que lhe foi oferecido Foto : Carla Carniel / Codigo19 / Folhapress / CP
Após o jogo que decretou a volta do Inter à zona de rebaixamento do Brasileirão, ainda no Allianz Parque, o discurso dos colorados - dirigentes, jogadores e também de Celso Roth - foi repetitivo: pediram o apoio da torcida e disseram que o trabalho será a forma de reverter o rebaixamento, que parece iminente.

“Nós não vamos jogar a toalha. Estamos um ponto atrás (do Vitória) e temos um jogo em casa agora, no qual contamos com a torcida para nos ajudar a vencer. É duro, é ruim estar aqui, e é muito ruim ter de falar tudo isso outra vez. Mas não vamos jogar a toalha. Vamos trabalhar e escapar desta situação”, afirmou o vice-presidente de futebol, Fernando Carvalho.

O clima era de abatimento no vestiário, um prenúncio de que os próximo dias serão complicados no CT Parque Gigante. “Perdemos. Vamos levantar a cabeça, porque ainda não acabou. Vamos tirar força da família, da torcida e da grandeza desse clube, porque esse não é o lugar do Inter”, lamentou Rodrigo Dourado.

Um lance demonstra o nervosismo do time colorado: aos 28 minutos, substituído por Valdívia, Alex deixa o campo revoltado. Encontra com o massagista Banha e dá um tapa na garrafa de água que ele lhe oferecia. Para completar, ainda discute com o auxiliar técnico Beto Ferreira. “Gostaria de ficar em campo e ajudar”, explicou, ao final do jogo. Mais tarde, o meia pediu desculpas a Banha e ao clube.

Tanto Carvalho quanto Roth minimizaram o fato: “Tu querias que ele ficasse feliz com a situação?! Não dá. Ninguém pode ficar contente com essa situação. Só não pode faltar o respeito com ninguém”, desculpou o treinador. Ele salientou, porém, que não viu as imagens do episódio.