Após o jogo que decretou a volta do Inter à zona de rebaixamento do Brasileirão, ainda no Allianz Parque, o discurso dos colorados - dirigentes, jogadores e também de Celso Roth - foi repetitivo: pediram o apoio da torcida e disseram que o trabalho será a forma de reverter o rebaixamento, que parece iminente.
“Nós não vamos jogar a toalha. Estamos um ponto atrás (do Vitória) e temos um jogo em casa agora, no qual contamos com a torcida para nos ajudar a vencer. É duro, é ruim estar aqui, e é muito ruim ter de falar tudo isso outra vez. Mas não vamos jogar a toalha. Vamos trabalhar e escapar desta situação”, afirmou o vice-presidente de futebol, Fernando Carvalho.
O clima era de abatimento no vestiário, um prenúncio de que os próximo dias serão complicados no CT Parque Gigante. “Perdemos. Vamos levantar a cabeça, porque ainda não acabou. Vamos tirar força da família, da torcida e da grandeza desse clube, porque esse não é o lugar do Inter”, lamentou Rodrigo Dourado.
Um lance demonstra o nervosismo do time colorado: aos 28 minutos, substituído por Valdívia, Alex deixa o campo revoltado. Encontra com o massagista Banha e dá um tapa na garrafa de água que ele lhe oferecia. Para completar, ainda discute com o auxiliar técnico Beto Ferreira. “Gostaria de ficar em campo e ajudar”, explicou, ao final do jogo. Mais tarde, o meia pediu desculpas a Banha e ao clube.
Tanto Carvalho quanto Roth minimizaram o fato: “Tu querias que ele ficasse feliz com a situação?! Não dá. Ninguém pode ficar contente com essa situação. Só não pode faltar o respeito com ninguém”, desculpou o treinador. Ele salientou, porém, que não viu as imagens do episódio.
Nervos estão à flor da pele no Inter
Carvalho e Roth pediram ajuda da torcida para as próximas partidas em casa