Porém, nem tudo são flores. E o próprio Nilmar deixou bem claro isso. “Acho que a maior dificuldade vai ser um acordo entre o Inter e o Villarreal. Acho que eles não vão querer me liberar tão fácil”, afirmou o jogador. “Eles querem fazer uma negociação, mas um negócio que para o Brasil é muito alto”, acrescentou.
Luigi pareceu estar consciente das altas cifras, que girariam na casa dos 8 milhões de euros: “Para mim, seria uma alegria muito grande a volta do Nilmar, mas neste momento eu vejo como muito difícil, pelas informações que a gente tem”, argumentou ele, que ainda assim não descarta a possibilidade de contratar o atacante. “Temo o desejo que o Nilmar volte. Quem sabe a gente consiga avançar. Quem sabe a gente encontre um denominador.”
O atacante contou que não tem uma real noção de quanto o valor necessário para convencer os dirigentes espanhóis. Apenas exemplificou: “Um ano atrás tive a possibilidade de ir para a Roma. O presidente não aceitou a proposta de 15 milhões”, lembrou. Ele acredita, porém, que o valor deve estar mais baixo depois da queda do Villarreal à segunda divisão: “Estávamos em um momento bom. Agora acho que baixa o preço de todos os jogadores”.
Europa, família e Damião
Conforme o jogador, voltar ao Brasil neste momento seria abrir mão do sonho de se firmar no Velho Continente. “Eu tenho planos de ficar lá. Meu pensamento era ficar por lá por vários motivos”, disse. “Queria fazer uma carreira mais longa na Europa”, reconheceu. Entretanto, a crise financeira que vive o continente – e que já afeta o futebol espanhol conforme Nilmar – pode lhe fazer repensar: “Voltamos a pensar nesta hipótese (de volta ao Brasil), mas não descartando os clubes europeus”.
Voltar ao Inter significaria aumentar a proximidade com a família, além de tornar real a possibilidade de formar o ataque com Leandro Damião. “Seria uma boa. Ele está em um momento muito bom. Seria um prazer voltar e formar essa dupla”, disse ele, que avaliou: “O Inter está bem servido de atacantes”.