Vai ser um jogo emocionante e, por isso, não recomendável a pessoas com problemas no coração. Isso é o que o volante Nilton imagina para o confronto entre Inter e Palmeiras às 22h de quarta-feira, em São Paulo, que decide um semifinalista da Copa do Brasil. Após o empate em 1 a 1 no Beira-Rio, os colorados precisam de uma vitória simples ou empatar por pelo menos dois gols. Um novo 1 a 1 força os pênaltis, enquanto o 0 a 0 ou derrota, classifica os paulistas.
Projetando uma “guerra”, Nilton lembrou que o Inter já passou por outros “jogos do ano” na temporada, pela Libertadores, mas, passado o torneio continental, “agora mudou, agora a Copa do Brasil é o jogo do ano”. E o clima no Inter é de decisão: “Sabemos que tem muita coisa em jogo nesta partida. Para a gente poder ter um final de ano mais tranquilo, pela qualidade que temos e as condições de buscar algo mais”, afirmou.
A formação tática e a escalação eleitas por Argel ainda é desconhecida pelo grupo, conforme Nilton. Mas – defendeu o volante – independente de quem entrar em campo, a cobrança será a mesma: “Mesmo com desfalques, a responsabilidade seria igual”.
Erro zero e contra-ataque fatal
O que Argel havia dito após o 1 a 1 no Beira-Rio continua valendo: o Inter joga por uma bola contra o Palmeiras. E se a tática ainda não é conhecida do grupo, os jogadores já fazem sua ideia de jogo. “Temos que colocar na nossa cabeça que temos condições, não pode faltar aquela gana”, destacou Nilton.
A pressão pelo mau resultado em Porto Alegre não deve entrar em campo, alertou Nilton. “Temos que pensar que com um resultado simples a gente passa, pensar em não tomar gol, ter uma postura tática bem firme, bem consciente no que vai fazer”, disse. “Temos que minimizar os erros para tentar o contragolpe neles”, projetou ele, antes de concluir: “Não será um jogo para cardíacos”.
Nilton avisa: “Não será um jogo para cardíacos”
Volante cobra correção de erros para Inter eliminar Palmeiras na Copa do Brasil