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No sufoco, Inter elimina Novo Hamburgo nos pênaltis

Abbondanzieri defendeu cobrança e garantiu a classificação colorada, depois do empate em 3 a 3

Inter elimina Novo Hamburgo nos pênaltis
Inter elimina Novo Hamburgo nos pênaltis Foto : Fabiano do Amaral
O Estádio do Vale sediou um jogo para quem tem coração forte, na noite desta quarta-feira. O Inter precisou mais de 90 minutos para superar o Novo Hamburgo, algoz do primeiro turno do Gauchão. Depois do empate em 3 a 3 no tempo regulamentar, a decisão da vaga nas semifinais da Taça Fábio Koff acabou nos pênaltis. Nela, Abbondanzieri - que foi mal no jogo - mostrou estrela e defendeu a única cobrança que não virou gol.

Agora, o Colorado terá pela frente o Ypiranga, que eliminou o Caxias também nos pênaltis no início da noite. O confronto será no próximo sábado, no estádio Beira-Rio.

Canhonaço de Walter dá vantagem ao Inter

Antes do jogo, Jorge Fossati teve uma péssima notícia. Nei, que sequer havia treinado no dia anterior, foi definitivamente cortado do jogo. Com os dois laterais pelo lado direito fora de combate – Bruno Silva também está lesionado – o técnico precisou improvisar Glaydson no setor.

Se Fossati já chegou ao Estádio do Vale com uma dor de cabeça, ganhou uma nova tão logo a bola começou a rolar. Depois de um passe errado de Abbondanzieri, Sandro teve que cometer falta na meia lua. Na cobrança, Micael encheu o pé, a bola ainda desviou no meio do caminho e parou no fundo das redes do goleiro argentino.

Menos mal para o treinador colorado que a reação de seu time não tardou a acontecer. Em contra-ataque, Guiñazu achou Kléber dentro da área, pela esquerda. O lateral dominou, levantou a cabeça e deu um presente para Alecsandro, que cabeceou com força, deixando tudo igual no placar.

O jogo seguiu em ritmo alucinante.Até que Walter recebeu na intermediária e, pretensioso, arriscou. A bola se transformou em um verdadeiro torpedo que teve como endereço o ângulo esquerdo do goleiro Juninho: Inter, 2 a 1.

A partida seguiu lá e cá. O marcador não se movimentou por pouco, principalmente quando Maiquel cabeceou na trave de Abbondanzieri, aos 35, e, em seguida, ao que Giuliano recebeu na área, girou sobre o zagueiro e mandou forte, arrancando um “uh” da torcida.

Noia não se entrega

Não bastassem as enxaquecas que Jorge Fossati ganhara até o intervalo, no vestiário, foi presenteado com outra. Kléber se sentiu mal, vomitou e não teve condições de retonar ao gramado.

Tal qual o início do jogo, o segundo tempo começou com o Novo Hamburgo pressionando. E, de novo, deu certo. Aos cinco, Márcio Hahn recebeu livre na cara de Abbondanzieri. O argentino saiu em cima do adversário, que tocou para Maiquel, sem marcação. O camisa 11 do Novo Hamburgo só teve o trabalho de encostar para o fundo das redes e deixar tudo igual mais uma vez.

O jogo seguiu nervoso. O Novo Hamburgo queria provar que a vitória no Beira-Rio não foi obra do acaso e continuava levando sérios perigos ao gol defendido por Pato Abbondanzieri – um pouco mais seguro na etapa final. Por pouco que Edson Borges, após confusão na área colorada, não fez o terceiro do Noia.

Mas a resposta do Inter não tardou depois do perigo que levou. E, dois minutos depois, a bola chegou em Alecsandro, na intermediária. Ele resolveu imitar seu companheiro de ataque e mandou uma bomba de longe. Gol, quase igual ao de Walter, com a diferença que a bola entrou no ângulo direito. Foi para Chicão nenhum botar defeito.

O 3 a 2, porém, não fez os donos da casa desistirem. O Novo Hamburgo foi à frente, insistiu e encontrou a igualdade aos 35 minutos. Juba avançou pela esquerda e cruzou para Michel, ex-Inter, desviar para o canto direito de Abbondanzieri, empatando o jogo e levando a decisão para os pênaltis.

Parelho até nos tiros penais

A exemplo dos 90 minutos, o equilíbrio se repetiu nos pênaltis. O confronto só foi decidido na quinta cobrança das equipes. Até então, em oito penalidades, oito gols. A balança pendeu para o lado do Inter quando o chute de Kempes esbarrou em Abbondanzieri – transformando o goleiro de vilão a herói. Na sequência, Taison bateu como veterano e confirmou a classificação: Inter 5 a 4.


Novo Hamburgo 3 (4)
Juninho; Micael, Cláudio Luiz e Edson Borges; Edimar, Emerson, Márcio Hahn, Preto (Juba) e Paulinho; Maiquel (Kempes) e Gustavo Papa (Michel). Técnico: Gilmar Iser.

Inter 3 (5)
Pato Abbondanzieri; Glaydson, Índio, Bolívar e Kleber (Juan); Sandro, Guiñazu, D'Alessandro e Giuliano (Wilson Mathias); Alecsandro e Walter. Técnico: Jorge Fossati.