Na epiderme da negociação, o presidente do Inter, Giovanni Luigi, e Dunga não se acertam. Internamente, também. Técnico e dirigente estão em evidente rota de colisão, principalmente nos últimos dias. As declarações de ambos demonstram o desacerto, cujo ponto fundamental é o valor dos salários que o treinador receberia. Agora, com Dunga longe do Brasil - ele viaja hoje para a Índia, onde participa de uma partida de futebol beneficente -, o acerto pode ficar facilitado. Um nova reunião entre o presidente colorado e o advogado Juarez Rosa, que representa Dunga nas tratativas, deve ocorrer amanhã ou, no máximo, sexta-feira. "Por enquanto, não há nenhuma novidade. Não conversamos nos últimos dias", observa Juarez Rosa, já sem muita paciência.
A contratação de Dunga pelo Inter ainda é uma tendência forte e deve ser confirmada até o final da semana. Até por não existirem alternativas consistentes no mercado. Mano Menezes, por exemplo, reafirmou em contato recente a intenção de ficar pelo menos até o começo do Campeonato Brasileiro de 2013 sem trabalhar. Geninho, que terminou o Brasileirão na Portuguesa, foi descartado, assim como Celso Roth, que estava no Cruzeiro.
A contratação de Paulo Paixão, uma exigência de Dunga, está apalavrada. O anúncio de ambos deve ocorrer simultaneamente. Para o cargo de diretor-executivo, o Inter
pode investir na volta de Newton Drummond, que trabalhou no clube até 2010. Ele só deixou o clube por desavenças com o então técnico Falcão.