Ibsen teme que a discussão sobre temas que não influenciam diretamente a eleição tranque a pauta e inviabilize a aprovação do novo estatuto, que é trabalhado por uma comissão de conselheiros há um ano. "Podemos até aprovar o estatuto como ele foi encaminhado pela comissão e marcar uma revisão para daqui a um ano", sugere.
Por outro lado, há poucas emendas apresentadas pelos conselheiros até agora, o que pode facilitar os trâmites. Na verdade, apenas uma sugestão foi feita, mas o prazo se encerra na próxima sexta-feira. Depois, na próxima segunda-feira, o CD se reúne para analisar e aprovar o texto do novo estatuto, que deve passar por uma assembleia geral de associados antes de entrar em vigor.
A principal alteração que o novo estatuto traz - pelo menos na proposta da comissão - é a necessidade de um candidato a presidente obter, no mínimo, 85% dos votos dos conselheiros em primeiro turno, coeficiente inatingível dentro do atual contexto político do Inter.
A regra atual impõe um segundo turno somente no caso de dois candidatos alcançarem pelo menos 25% dos votos do no primeiro turno, algo que não ocorreu na eleição de Luigi, em 2012. Por isso, os associados ficaram alijados do processo.