“É uma situação difícil para ele, que fica naquela expectativa de jogar, mas o grupo também cria a expectativa”, afirmou Jajá, após o treino fechado dessa quinta-feira. Provável titular, Jajá acabou por respaldar as palavras do volante Tinga, que na semana passada havia comentado o caso, comparando a confusão judicial com uma lesão grave: “Os jogadores que estão mais chateados hoje são aqueles que estão no Departamento Médico. É a pior situação, de querer estar dentro do campo e não poder jogar”, afirmou Tinga. “Para um jogador em um momento bom, é pior ainda.”
Por sua vez, o atacante Jô revelou que também tem procurado acompanhar as novidades do caso Oscar. “A gente fica mais preocupado com o psicológico do jogador. A cada dia é uma notícia”, lamentou. “Ele é novo. Não é um jogador experiente, que poderia passar por isso com maior facilidade.”
Desde que perdeu a condição de jogo pelo Inter, Oscar falou pouco. Mas em todas as oportunidades afirmou que não quer mais jogar no São Paulo e ressaltou a vontade de permanecer no Inter. Apesar dos protestos do clube paulista, ele segue treinando normalmente no Beira-Rio.
Imbróglio leva Luigi à CBF
Nessa quinta-feira, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Guilherme Caputo Bastos determinou que o meia fosse colocado no BID da CBF como atleta colorado. Porém, a decisão não foi respeitada pela entidade. Nesta sexta-feira, o presidente do Inter, Giovanni Luigi, está no Rio para tentar resolver pessoalmente o imbróglio. O dirigente colorado pretende conversar com o presidente da CBF, José Maria Marin, para pedir explicações sobre a falta de agilidade no processo.