A confirmação de um novo transfer ban pela Fifa, na tarde de terça-feira, não causou surpresa no Inter. A punição já era aguardada pela direção colorada, que tratou de acelerar os registros de Niclas Eliasson e Tony Sanabria antes que a medida entrasse em vigor. Sem prazo definido para o fim da restrição, o clube também não demonstra pressa para revertê-la.
O motivo é financeiro. Sem recursos para realizar novas contratações, o Inter já considerava encerrada sua participação na atual janela de transferências. Assim, a impossibilidade de registrar reforços não altera o planejamento elaborado pelos dirigentes para o restante da temporada.
O transfer ban impede que o clube registre novos jogadores e está relacionado a uma dívida com o Midtjylland, da Dinamarca, pela contratação do zagueiro Juninho. A pendência resultou na punição atual, mas não é o único problema financeiro do Inter no mercado internacional.
O clube ainda possui débitos com outras equipes e corre o risco de sofrer novas sanções caso os compromissos não sejam regularizados. Entre as pendências que preocupam a direção estão os pagamentos ao Racing, da Argentina, pela aquisição de Johan Carbonero, e ao Dansoman Wise, de Gana, pela contratação de Benjamin.
Dessa forma, mesmo que a punição atual seja resolvida, outras restrições podem surgir a qualquer momento. O cenário reforça as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Inter, que precisa administrar as dívidas com clubes enquanto busca manter o elenco competitivo.