Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada do Estado (Siticepot), Isabelino Garcia, a definição pela greve ocorreu em assembleia entre os funcionários, que ocorreu após uma reunião interna da construtora AG.
Dentre outras reivindicações, o grupo quer um reajuste salarial de 15%, além de uma valorização nas horas-extras. Os funcionários, contudo, estão dispostos a negociar, conforme Garcia: “Na realidade a gente pretende passar o limite de aviso de greve, que é de 48 horas. Queremos negociar e não paralisar”, afirmou.
Atualmente, o salário-médio dos profissionais da obra é de R$ 1.022, conforme o presidente do Siticepot. Boa parte do contingente dos trabalhadores é de fora do Estado.
Obra volta nesta sexta
Segundo Garcia, depois de dois dias de interrupções no trabalho, a reforma será retomada nesta sexta-feira e terá continuidade na segunda, tudo no aguardo de um contato da AG. “Não são em todos os sábados que há obras. Neste provavelmente não haverá”, explicou o sindicalista.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da AG afirmou que a empresa deve se manifestar por meio de uma nota oficial na noite desta quinta-feira. Ontem, a construtora classificou o problema como “pontual” e garantiu que não haveria atrasos na modernização do Beira-Rio, prevista para estar completa em dezembro.