Ao ouvir o depoimento de um dirigente do São Paulo, segundo o qual o clube paulista só aceitará negociá-lo pelo valor de mercado, que segundo ele seria maior que os R$ 17 milhões supostamente oferecidos como indenização, Oscar rebateu: "Este valor de mercado eu não atingi pelo São Paulo, foi pelo Inter".
Oscar retrucou também a posição do São Paulo, que reclama de não conseguir contato direto com o jogador. "Não sei por que eles querem esta conversa pessoal se meus advogados estão lá. Está meio estranho isso. Mas sigo esperando e quero voltar a jogar o mais rápido possível".
Sobre sua saída do clube paulista, há cerca de dois anos, Oscar contou que, entre outros fatos que o chatearam, o São Paulo o "escondeu" na Espanha quando juvenil e depois fez um contrato profissional "errado" com ele. Não entrou em detalhes sobre estes problemas. Mas foi bastante claro ao revelar as ameaças feitas pelo ex-dirigente Marco Aurélio Cunha:
"Ele falou que eu sofreria muito com as consequências jurídicas e eu realmente estou, mas dei a volta por cima. Ele disse que eu estava praticamente encerrando a carreira, que eu nunca mais conseguiria jogar e eu já consegui jogar. Foi por mensagem de voz, e eu tenho isso gravado até hoje", afirmou.
Questionado se voltaria ao São Paulo para ser negociado para a Europa, o jovem meia não se disse interessado. "Não existe a possibilidade de ir para o Exterior hoje. Isto acontece naturalmente. O que eu quero é jogar no Inter. Tem muito para eu evoluir ainda. (...) Espero que tudo isso se resolva o mais rápido possível. Sei que tenho potencial de chegar à Seleção Brasileira. Quero continuar jogando pelo Inter. Tem a Libertadores, as finais do Gauchão, e estou sendo prejudicado".