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"Oscar tem sido tratado como bola", diz advogado do Inter

Daniel Cravo de Souza disse que clube agirá com cautela após definição de imbróglio com São Paulo

Caso Oscar pode chegar ao fim após reunião nesta quinta-feira
Caso Oscar pode chegar ao fim após reunião nesta quinta-feira Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória
O advogado do Inter Daniel Cravo de Souza estará ao lado do diretor de futebol Fernandão para definir nesta quinta-feira, às 15h, a situação do meia Oscar, que teve o vínculo com o São Paulo reativado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) paulista. Souza lamentou a situação do atleta que, segundo ele, vem sendo tratado como se fosse um objeto comum. "Temos um apreço pela figura do Oscar, que é um jogador que está sendo tratado como bola neste processo", disse em entrevista à Rádio Guaíba.

Nessa terça-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) se manifestou após a medida cautelar ajuizada pelo meia Oscar. O ministro Renato de Lacerda Paiva concedeu um prazo de cinco dias para que o São Paulo conteste a iniciativa que pede a suspesão da decisão do TRT paulista. Souza garantiu que o Inter fará todo o esforço para regularizar a situação do atleta. "Hoje, não se pode mais fazer o que São Paulo fez, que é trancar a carreira do jogador. A lei diz que uma cláusula penal precisa ser paga. O valor que nós calculamos é em torno de 4,5 milhões, considerando que seria o último ano do contrato. Se fosse a cláusula de saída do São Paulo, o preço ficaria em torno de 9 ou 10 milhões. Temos que apresentar argumentos e ponderações legais que conduzam a um preço razoável", esclareceu.

Para Souza, ainda não é possível dizer se Oscar poderá atuar no Gauchão e na Libertadores. "Esse é um capítulo tão complicado que não temos condições de pensar no futuro. Precisamos nos acertar com o São Paulo antes disso. Existem tantas possibilidades e o primeiro obstáculo a ser superado é o retorno da inscrição de Oscar junto à CBF", acrescentou.

"O nosso esforço interpretativo junto à FGF, CBF e Conmebol é de fazer com que Oscar volte a exercer a sua profissão. Entendemos que o nosso torcedor pensa na Libertadores por tudo que a competição representa, mas o nosso esforço precisa ser acolhido pela entidade sul-americana", disse Cravo de Souza.  

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