O atacante Taison, vendido pelo Inter para o Metalist da Ucrânia em agosto, demonstrou saudade de casa em entrevista à Rádio Guaíba neste sábado. "O Inter sempre tem uma base muito boa e espero que encontre rápido um substituto. Senão vai dar saudade e eu vou ter que ligar para o novo presidente Luigi e dizer: 'Pô, me chama para voltar'", comentou o jogador. "Não, mas isso é brincadeira, pois tenho contrato de cinco anos aqui."
Taison lamentou perder a chance de jogar o Mundial em Abu Dhabi, mas depositou confiança no grupo colorado. "Quando eu soube da venda estava em Santa Catarina, e pensei na hora que ia ficar de fora do Mundial. Mas é a vida do jogador, a gente tem que aproveitar o momento", analisou o atleta. "Queria estar viajando com eles, por um lado estou triste pois queria jogar, mas fico feliz por ter participado em parte e tenho a confiança de que eles vão fazer um grande trabalho e trazer o título."
O jogador falou um pouco também sobre sua adaptação à Ucrânia e ao novo clube, Metalist. Ele admitiu dificuldades com a língua e comentou que seu aprendizado se resume a três frases: "obrigado", "com licença" e "não sei falar". "Quero voltar, mas quero pegar experiência aqui na Europa, pelo menos uns dois ou três anos. Mas a preferência de voltar sempre será do Inter, se a porta estiver aberta", frizou.
Ele acrescentou, contudo, que está sendo bem recebido pelos torcedores. "A minha convivência aqui está maravilhosa. O pessoal me chama em supermercado, pede autógrafo", comentou Tyson. "Meu time é forte, tem que contratar jogadores por que o grupo não é muito grande, mas pode brigar por títulos no ano que vem. Temos muita vontade de sermos campeões ucranianos e até da Uefa."
"Pô, me chama para voltar", brinca Taison sobre saudades do Inter
Jogador foi vendido ao Metalist da Ucrânia, mas diz que espera porta aberta para voltar no futuro