“O Palmeiras acaba de entrar com o pedido. Nós entendemos que houve ingerência externa. O quatro árbitro foi avisado pelo delegado, que por sua vez foi avisado por repórteres. O quatro árbitro estava no meio de campo, vendo uma substituição do Internacional. Está tudo muito complicado”, explicou o diretor jurídico Piraci Oliveira.
Em reunião com diretores nesta segunda-feira, o presidente Arnaldo Tirone optou por enviar o documento à entidade máxima do futebol brasileiro. De acordo com uma pessoa próxima ao mandatário, a principal prova a ser utilizada pelo Verdão será o depoimento de uma repórter da TV Bandeirantes durante a transmissão da partida. A jornalista revelou que Baluta a consultou sobre a jogada e, então, repassou a informação para a arbitragem.
Árbitro não relatou confusão na súmula
A CBF divulgou a súmula da partida do Beira-Rio na tarde desta segunda-feira e nela o árbitro omitiu a polêmica ao escrever que “nada houve de anormal”. “Isso nos causou estranheza. Na posição incorreta que ele está, ele preferiu se omitir para não se complicar ainda mais. Ele não tinha ângulo para afirmar nada”, completou.
O Verdão questiona a anulação do gol de mão de Barcos, que teria ocorrido depois da ajuda do delegado Gerson Baluta, o que não é permitido pela Fifa. O árbitro Francisco Carlos Nascimento (Fifa-AL) validou o lance, mas voltou atrás minutos depois e disse que “trabalhou em equipe” com seus assistentes.
