Sobre os sete saques em dinheiro vivo na tesouraria do clube, feitos em agosto e outubro, Affatato explicou que um dos objetivos das pessoas que trabalhavam no setor de finanças era agilizar as exigências do futebol. "São provisões de dinheiro e esses recursos para o futebol foram comprovados. Eu tinha que provisionar esse dinheiro para o futebol. E uma coisa é provisionar e outra coisa é pegar o dinheiro. Não é assim que acontece. Estou um pouco chateado com isso porque eu passei 10 anos trabalhando de graça para o clube", afirmou.
Intermediação na venda de Walter
Após os saques, em 30 de novembro e 2 de dezembro, foram apresentadas à contabilidade duas notas fiscais de uma empresa de assessoria esportiva para comprovar os gastos. Na discriminação dos serviços das notas, aparece a justificativa: os adiantamentos seriam para pagar a intermediação da venda de Walter para o Porto, de Portugal, negócio que ocorreu julho. De acordo com o Termo de Compromisso celebrado entre a empresa resposável pelo negócio e o clube, o Colorado teria de pagar um total de R$ 192 mil à empresa em duas parcelas. O primeiro vencimento é em 29 de novembro, data da assinatura do contrato. O outro, em 10 de dezembro. No entanto, as retiradas na tesouraria foram feitas antes, entre agosto e outubro.
O empresário Humberto Rímoli, dono da empresa, disse que não lembrava das notas. Afirmou, porém, que sempre foi pago com depósitos em conta-corrente quando fez algum trabalho para o Inter. "Sempre recebi em cheque, depositado na minha conta", afirmou. Sobre essa situação, Affatato argumentou que foram feitos diveros pagamentos. "Realizamos isso em cheque, em dinheiro, de tudo que é jeito. É assim que funciona. Nós apenas provisionamos o dinheiro, para não ter que ficar depositando e sacando seguidamente. Sempre funcionou desse jeito."