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Para Affatato, ressalva às contas de Piffero quer tirar foco do futebol

Conselheiro disse que gestão foi extremamente fiscalizada e aprovada

Para Affatato, ressalva às contas de Piffero quer tirar foco do futebol
Para Affatato, ressalva às contas de Piffero quer tirar foco do futebol Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória
Ex-integrante da gestão Vitorio Piffero no Inter, o conselheiro Pedro Affatato se manifestou sobre a matéria do Correio do Povo, que relata uma das ressalvas apontadas pelo Conselho Fiscal (CF) às contas do clube em 2010. Affatato encarou a situação com naturalidade e classificou, em entrevista à Rádio Guaíba, as revelações como uma atitude política. "Para mim, estão querendo mudar o foco. Estamos com problemas sérios no futebol e estão querendo tirar a atenção disso. Hoje o nosso futebol está decadente porque entregamos um time vencedor e agora estamos problemas que nunca vivemos. A administração passada teve resultados dentro de campo. Além disso, nossas contas foram extremamente fiscalizadas e aprovadas. Não há razão para ficar comentando esse assunto."

Sobre os sete saques em dinheiro vivo na tesouraria do clube, feitos em agosto e outubro, Affatato explicou que um dos objetivos das pessoas que trabalhavam no setor de finanças era agilizar as exigências do futebol. "São provisões de dinheiro e esses recursos para o futebol foram comprovados. Eu tinha que provisionar esse dinheiro para o futebol. E uma coisa é provisionar e outra coisa é pegar o dinheiro. Não é assim que acontece. Estou um pouco chateado com isso porque eu passei 10 anos trabalhando de graça para o clube", afirmou.

Intermediação na venda de Walter

Após os saques, em 30 de novembro e 2 de dezembro, foram apresentadas à contabilidade duas notas fiscais de uma empresa de assessoria esportiva para comprovar os gastos. Na discriminação dos serviços das notas, aparece a justificativa: os adiantamentos seriam para pagar a intermediação da venda de Walter para o Porto, de Portugal, negócio que ocorreu julho. De acordo com o Termo de Compromisso celebrado entre a empresa resposável pelo negócio e o clube, o Colorado teria de pagar um total de R$ 192 mil à empresa em duas parcelas. O primeiro vencimento é em 29 de novembro, data da assinatura do contrato. O outro, em 10 de dezembro. No entanto, as retiradas na tesouraria foram feitas antes, entre agosto e outubro.

O empresário Humberto Rímoli, dono da empresa, disse que não lembrava das notas. Afirmou, porém, que sempre foi pago com depósitos em conta-corrente quando fez algum trabalho para o Inter. "Sempre recebi em cheque, depositado na minha conta", afirmou. Sobre essa situação, Affatato argumentou que foram feitos diveros pagamentos. "Realizamos isso em cheque, em dinheiro, de tudo que é jeito. É assim que funciona. Nós apenas provisionamos o dinheiro, para não ter que ficar depositando e sacando seguidamente. Sempre funcionou desse jeito."


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