Tal qual era quando vestia a camisa 8 da Seleção Brasileira, Dunga pregou a entrega ao longo dos cerca de 45 minutos de entrevista: “Tem que ser um futebol competitivo, que os jogadores tem que se entregar”, frisou. “Torcedor não aceita jogadores que não se entreguem”, ressaltou ele, destacando que caberá ao time trazer a torcida para perto e não ao contrário.
Apesar de assumir um clube pela primeira vez desde que deixou a Seleção Brasileira, Dunga garantiu que não terá problemas de adaptação. “Eu nunca sai do Inter, sempre estive aqui”, afirmou ele, lembrando que mora em Porto Alegre.
Técnico quer reforços pontuais
Apesar de se esquivar da pergunta sobre quantos reforços o Inter precisa para a próxima temporada, o técnico adiantou duas carências: laterais e atacantes de velocidade. “Temos, que nos próximos três anos, formar jogadores nestas posições.”
Até mesmo os cinco estrangeiros vão receber oportunidades para serem aproveitados: “A princípio vamos aproveitar todos os jogadores que estão à disposição do grupo. Todos eles vão ter condições”, garantiu.
Sem medo do vestiário
Apesar de o vestiário do Inter ter ganhado fama no último ano por derrubar técnicos, Dunga mostrou não temê-lo. “Nunca tive problema em vestiário nenhum que frequentei. Basta ser honesto, objetivo. Vejo muito falar isso no Inter, mas não acredito que isso seja um problema fundamental”, afirmou. D'Alessandro, inclusive, segue como capitão do time.
Mesmo sem experiência em clubes, Dunga vislumbra um horizonte positivo daqui no Beira-Rio: “Vejo no Inter uma grande oportunidade de fazer um ótimo trabalho”.
Mudanças no futebol
Dentre as principais alterações para o futebol colorado no ano que vem está a saída de Luciano Davi da vice-presidência da pasta. Ele, porém, seguirá atuando na direção do clube, mas em outra função. Luís Cesar de Souto Moura e Marcelo Medeiros responderão pelo futebol. Newton Drummond, o Chumbinho, retorna ao cargo de diretor executivo do Inter. Novo auxiliar técnico, Andrey Lopes também foi apresentado nesta quarta-feira.