"A equipe e a torcida sofreram com uma expectativa muito grande que terminou na quarta", avaliou Siegmann. "Isso tirou o foco e o sonho que era ser tricampeão da Libertadores. Então, é óbvio que os jogadores estão abalados", justificou o dirigente. "Visivelmente, o nosso time estava sentido do ponto de vista físico e a partida de quarta exigiu muito, também, no lado psicológico.
Questionado sobre a aparente "passividade" de Falcão, ao sentar na casamata, sem dar instruções quando o time ficou atrás no placar, Siegmann contemporizou: "Se berrar na beira do gramado resolvesse alguma coisa, pegávamos alguns treinadores de várias equipes aí que seriam campeões de tudo", analisou. "É preciso analisar de outra ótica e gama de situações: dessa apatia, não é possível desconsiderar o que ocorreu no meio da semana", retomou o dirigente sobre o momento ruim do Colorado.
"Precisávamos reverter isso (derrota de quarta) em dois três dias, mas hoje veio esta outra paulada nas nossas expectativas e em tudo que a gente pretendia", lamentou Siegmann. "Não podemos de forma alguma persistir desta forma, encarreirar três decisões negativas", frisou o dirigente, antes de listar as correções táticas pelas quais acredita que o time deve passar.
"Temos que analisar a questão da nossa defesa tomando o ponto de vista as opções que já temos no grupo e inclusive nas categorias de base", salientou. "Levamos dois gols repetidos, de cobertura sobre a zaga em que a bola entrou", criticou o dirigente. "Além disso, em alguns momentos, há isolamento do nosso atacante principal e temos que corrigir isso", prosseguiu Siegmann.